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Entenda o que é a rastreabilidade interna e sua importância para logística atual

27 de julho de 2021

Entenda o que é a rastreabilidade interna e sua importância para logística atual

Em um centro de distribuição, a perda de materiais é um dos grandes problemas a serem resolvidos, materiais avariados e ou extraviados geram um aumento considerável nos custos, o que acaba afetando negativamente os resultados da empresa.

Estabelecer um bom sistema de rastreabilidade, mesmo quando recalls não estão previstos, é a maneira mais eficaz de reagir diante de problemas que podem ocorrer em uma empresa.

Um sistema de gestão que tem requisitos de rastreabilidade definidos garante o controle completo sobre a complexidade de informações e dados dentro de uma operação, independente do volume. Quando projetada corretamente, os elementos rastreáveis servem como base eficaz e eficiente para identificação de documentação, responsabilidades, recursos, processos, produtos e serviços.

O que é rastreabilidade interna?

Também conhecida como rastreabilidade de processos, é baseada no conceito de conseguir localizar produtos durante o trajeto até o cliente final. Lembremos: o conjunto de ações, medidas e procedimentos que tornam possível registrar e identificar um produto e as etapas pelas quais ele passou dentro da cadeia de suprimentos.

Neste sentido, a rastreabilidade interna refere-se ao acompanhamento das mercadorias no armazém ou na fábrica. Isto abrange desde a lista de materiais (BOM), que compõe o produto, e o equipamento de movimentação utilizado, medidas relacionadas ao manuseio e a produção. Em contraste, o conceito de rastreabilidade externa refere-se a troca de informações e produtos entre os diferentes elos da cadeia de suprimento.

A rastreabilidade implica a sincronização de informações entre todos os elos da cadeia de abastecimento. Tornou-se um requisito logístico essencial, especialmente em setores sensíveis à qualidade e à segurança dos estoques.

Ainda mais, a rastreabilidade interna é aquela que abrange a trajetória dos produtos através da cadeia produtiva da empresa até sua expedição. O grande desafio para esse tipo de rastreabilidade é chegar aos detalhes quanto à delimitação, identificação e registro de todos os movimentos e manuseios que sofre o produto.

Esse processo pode ser praticamente realizado sem problemas no caso da armazenagem graças às novas tecnologias existentes para o manuseio do inventário. No entanto, se pegarmos como exemplo uma empresa fabricante de alimentos, esta deverá ter registrada cada mistura de matérias-primas e semielaborados.

Como aplicá-la no armazém?

A rastreabilidade interna sugere que os processos devem ser mantidos dentro de uma empresa para vincular identidades de entradas de matéria-prima às de produtos acabados. Quando um material é combinado com outros e depois processado, reconfigurado ou reembalado, o novo produto deve ter seu próprio identificador exclusivo de produto. O vínculo entre o novo produto e as entradas de material original deve ser mantido para rastreabilidade.

Para manter um registro contínuo e útil das mercadorias que passam pelo depósito, é necessário implementar um sistema interno de rastreabilidade para monitorar o caminho do produto no armazém. Quais elementos devem ser considerados para implementar um plano de rastreabilidade interna, para garantir que os produtos ainda possam ser rastreados após serem submetidos a várias operações?

- Cadastro no sistema de comunicação interna: 

O gerente de logística deve sincronizar todos os equipamentos e áreas instaladas para garantir a comunicação correta dos dados do produto nas diferentes etapas. A automação gradual do centro logístico, adicionando códigos de barras às etiquetas de cada unidade de carregamento, simplifica essa tarefa.

- Fornecer procedimentos de descoberta de erros:

O plano de rastreabilidade interno deve ter um mecanismo para identificar erros em diferentes operações, localizar os produtos que estiveram envolvidos nestes processos e removê-los o mais rápido possível.

- Conhecimento das normas atuais: 

A empresa deve basear seu planejamento na legislação atual, tanto em termos de rastreabilidade (ISO 9001:2015 ou ISO 22005), como também naquilo que envolve qualquer um dos elementos que compõem o armazém.

Qual a importância do sistema de gerenciamento de armazém?

Os sistemas de gerenciamento de depósitos e armazéns, ou WMS, são responsáveis pelo gerenciamento da operação do dia-a-dia de um armazém. Sua utilização está restrita a decisões totalmente operacionais, tais como: definição de rotas de coleta, definição de endereçamento dos produtos, entre outras.

Um WMS é um sistema de gestão integrada de armazéns, que operacionaliza de forma otimizada todas as atividades e seu fluxo de informações dentro do processo de armazenagem. Essas atividades incluem recebimento, inspeção, endereçamento, estocagem, separação, embalagem, carregamento, expedição, emissão de documentos, inventário, administração de contenedores entre outras, que, agindo de forma integrada, atendem às necessidades logísticas, evitando falhas e maximizando os recursos da empresa.

Um sistema de WMS busca agilizar o fluxo de informações dentro de uma instalação de armazenagem, melhorando sua operacionalidade e promovendo a otimização do processo. Isto é feito pelo gerenciamento eficiente de informação e recursos, permitindo à empresa tirar o máximo proveito dessa atividade. O WMS deve se integrar aos sistemas de gestão de informações corporativos (ERP), e desta maneira contribuir para a integração da sistematização e automação dos processos na empresa.

O WMS possui diversas funções para apoiar a estratégia de logística operacional direta de uma empresa, entre elas:

- Planejamento e alocação de recursos;

- Portaria;

- Recebimento;

- Inspeção e controle de qualidade;

- Estocagem;

- Transferências;

- Expedição;

- Inventários;

- Controle de contenedores;

- Relatórios.

Rastreabilidade interna como uma peça fundamental na logística atual

A rastreabilidade é um tema muito discutido em normas que especificam requisitos para implementação de um sistema de gestão. Por exemplo, a ABNT NBR ISO 9001, que estabelece requisitos para um sistema de gestão da qualidade, considera a rastreabilidade em alguns momentos para uma organização.

A rastreabilidade também é um elemento fundamental para a melhoria contínua. Através de um sistema que permite rastrear informações, uma empresa tem subsídios para identificar oportunidades de aprimoramento de processos, produtos e serviços.

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