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7 dicas para o correto armazenamento de alimentos perecíveis

por Capital Realty | 16/01/2026 | Armazenagem, Blog

O armazenamento de alimentos é uma etapa crítica para a indústria e para qualquer operação que lide com produtos perecíveis. Além de impactar diretamente custos, perdas e qualidade final, essa atividade é regulada por normas sanitárias rigorosas, como a RDC 216/2004 da Anvisa, que estabelece padrões de higiene, controle de temperatura e organização das áreas de estocagem. 

Para alimentos perecíveis, isso inclui manter faixas seguras de refrigeração — geralmente até 4–5 °C —, garantir ambientes limpos, ventilados e protegidos contra pragas e registrar continuamente as condições de conservação para preservar a cadeia do frio.

Esses controles não se limitam à estrutura física. A indústria precisa separar alimentos crus de prontos para consumo, utilizar embalagens adequadas, aplicar métodos de rotação como FEFO (First Expired, First Out) e manter registros completos de temperatura, lote, validade e higienização. 

Tudo isso exige equipes capacitadas, processos padronizados e rastreabilidade eficiente para evitar contaminações, reduzir perdas e assegurar conformidade com padrões nacionais e internacionais de segurança alimentar. Para aprofundar o tema e orientar decisões estratégicas, leia mais sobre:

Qual é a importância de fazer um armazenamento de alimentos corretamente? 

Realizar o armazenamento de alimentos de forma adequada é fundamental para garantir segurança à saúde, preservar a qualidade dos produtos e evitar perdas operacionais que comprometem custos e reputação. 

Na indústria e na cadeia logística, esse processo precisa seguir normas sanitárias rigorosas, controlando temperatura, higiene, ventilação, organização e rastreabilidade.

Proteção da saúde e segurança alimentar

O controle adequado de temperatura, higiene e organização impede o crescimento de microrganismos patogênicos e evita a contaminação cruzada, dois dos principais fatores associados a surtos de doenças de origem alimentar. 

Em categorias sensíveis — como carnes, laticínios, hortifrutis e congelados — a manutenção da cadeia do frio é determinante. Falhas em câmaras frias, variações térmicas e estocagem inadequada representam parcela significativa das contaminações e perdas de perecíveis registradas no setor.

Redução de perdas e desperdício

Boa parte do desperdício de alimentos no Brasil ocorre justamente nas etapas de pós-colheita, armazenamento e transporte. Condições inadequadas de acondicionamento, ventilação, empilhamento ou temperatura aceleram a deterioração e levam ao descarte antecipado. 

Práticas como uso de FIFO e FEFO, controle de umidade e proteção física das mercadorias prolongam a vida útil dos produtos, preservam qualidade e reduzem perdas financeiras.

Conformidade legal e proteção da marca

Cumprir as exigências sanitárias da Anvisa e legislações correlatas é indispensável para evitar autuações, interdições e recolhimentos. 

Um processo de armazenagem bem estruturado também reforça a rastreabilidade, permite respostas rápidas a não conformidades e fortalece a confiança de consumidores, parceiros e órgãos fiscalizadores. 

Para empresas que atuam com alimentos, a conformidade não é apenas obrigação legal, mas um fator estratégico de credibilidade e competitividade.

Quais são os erros comuns no armazenamento de alimentos?

Os erros mais comuns envolvem falhas no controle de temperatura, higiene insuficiente, desorganização do estoque e falta de controle de validade. Manter alimentos fora da faixa térmica adequada, permitir oscilações frequentes ou operar câmaras frias sem manutenção compromete a qualidade e aumenta o risco de contaminação. 

A ausência de limpeza regular, de separação entre alimentos crus e prontos para consumo e de controle de pragas também favorece contaminações.

Estoques desorganizados, empilhamento incorreto e ventilação inadequada geram avarias e dificultam a operação. Além disso, erros no uso de FIFO ou FEFO e falhas de rastreabilidade levam a vencimentos em estoque e dificultam recolhimentos. 

Embalagens frágeis e manuseio inadequado causam danos adicionais. Por fim, processos pouco estruturados, baixa automação e equipes sem treinamento adequado ampliam perdas e riscos sanitários.

Dicas para o armazenamento de alimentos correto

Armazenar alimentos com segurança exige controle constante de temperatura, higiene, organização e rastreabilidade. 

Esses fatores são essenciais para preservar a qualidade, reduzir perdas e atender às normas sanitárias vigentes, especialmente quando se trata de produtos perecíveis. 

A seguir, confira práticas fundamentais para garantir um armazenamento eficiente.

1. Conheça as particularidades de cada alimento

Cada categoria de alimento possui exigências específicas. Carnes, laticínios e pescados precisam de refrigeração próxima de 0°C para frear o desenvolvimento microbiano, enquanto frutas e hortaliças exigem cuidado diferenciado, pois têm ponto ideal de maturação e não podem ser congeladas. 

Classifique os produtos por necessidade térmica (ambiente, refrigerado ou congelado) e mantenha cada grupo em faixas controladas, com monitoramento contínuo e registros de temperatura. Evite sobrecarga de câmaras frias e reduza a abertura de portas para garantir estabilidade térmica.

2. Mantenha o armazém sempre limpo

A higienização é decisiva para evitar contaminação e garantir conformidade com a fiscalização. Utilize áreas com superfícies laváveis, ventilação adequada e controle permanente de pragas, mantendo rotinas de limpeza e desinfecção documentadas. 

Todos os colaboradores devem estar treinados em boas práticas de manipulação e higiene pessoal, usando EPIs e equipamentos limpos durante todo o processo de recebimento, estocagem e manuseio.

3. Proteja bem os alimentos

A embalagem é uma das primeiras barreiras de proteção. Além das caixas que acomodam o produto, é fundamental utilizar paletes, contentores e contêineres adequados. 

Prefira embalagens com barreira contra umidade, oxigênio e luz, garantindo resistência mecânica para suportar movimentação e empilhamento. Produtos danificados devem ser segregados imediatamente para evitar contaminação e deterioração acelerada

4. Escolha um bom meio de transporte

O transporte é uma etapa crítica, pois expõe os alimentos a variações térmicas e riscos de manuseio indevido. Para reduzir perdas durante a movimentação, é essencial selecionar transportadoras qualificadas e com equipamentos adequados. 

Use veículos refrigerados compatíveis com a categoria do alimento, monitore temperatura durante o trajeto e implemente rotinas de verificação no embarque e desembarque.

5. Monitore sempre a temperatura

Perecíveis são extremamente sensíveis às variações térmicas. Por isso, monitorar a temperatura em tempo real é fundamental. 

Utilize sensores, termógrafos e sistemas IoT para alertas automáticos em caso de desvios, garantindo que o ambiente permaneça dentro da faixa adequada. Cortinas de ar ou de PVC ajudam a manter o microclima interno e evitam trocas térmicas indesejadas.

6. Cuide da circulação de ar do armazém

A ventilação influencia diretamente a umidade e, consequentemente, a conservação do alimento. 

Fluxo de ar inadequado faz com que produtos fiquem úmidos, murchem ou acelerem a deterioração. 

Organize o layout para garantir circulação eficiente, mantendo corredores livres, evitando obstruções e afastando produtos das paredes e do piso.

7. Armazenagem

A etapa de armazenagem requer atenção ao manuseio, ao layout e à conformidade sanitária.

  • Equipamentos:  Utilize empilhadeiras e transpaleteiras com sistemas antivibração, operadas por profissionais capacitados, evitando danos às embalagens; 
  • Instalações prediais:  Mantenha áreas higienizadas, com temperatura controlada e infraestrutura adequada às normas da Anvisa, garantindo superfícies laváveis, vedação eficiente e iluminação apropriada; 
  • Estocagem:  Evite compactar excessivamente o estoque. Deixe espaços entre paletes para permitir ventilação, facilite o acesso e organize lotes seguindo FIFO ou, preferencialmente, FEFO, priorizando a saída dos produtos com vencimento mais próximo; 
  • Organização e rastreabilidade: Implemente endereçamento lógico com apoio de WMS, mantendo controle de lotes, datas, validade e condições de armazenamento para garantir rastreabilidade completa e respostas rápidas a não conformidades.

O armazenamento de alimentos exige rigor técnico, controle contínuo e estruturas adequadas para garantir qualidade, segurança e desempenho operacional. Empresas que investem em instalações preparadas para cadeia do frio, processos padronizados e equipes capacitadas reduzem perdas, aumentam eficiência e fortalecem sua reputação no mercado.

Se a sua operação busca elevar o padrão de armazenagem, vale conhecer uma estrutura capaz de acompanhar esse nível de exigência. Os armazéns da Capital Realty oferecem infraestrutura moderna, ambientes projetados para operações complexas e gestão especializada em logística de alto desempenho.

Com mais de 26 anos de atuação no setor, a Capital Realty é referência em infraestrutura logística no Sul do Brasil, desenvolvendo e administrando condomínios logísticos de alto padrão que unem eficiência, segurança, inovação e excelente custo operacional. 

A empresa destaca-se pela capacidade técnica, pela solidez de suas operações e pelo compromisso com padrões elevados de qualidade, sustentabilidade e ética. Conheça as nossas soluções.

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A Capital Realty é referência na área de condomínios logísticos industriais, infraestrutura logística, construção e administração de empreendimentos sob medida, com um portfólio de mais de 500 mil m² de área construída. Com forte atuação nos três estados da Região Sul e em São Paulo, a Capital Realty oferece uma equipe formada por gestores e engenheiros com larga experiência no mercado imobiliário e se destaca pela capacidade técnica de desenvolver, executar e gerir ativos imobiliários de forma inovadora. Os empreendimentos levam a bandeira Mega, classificados como padrão A de infraestrutura logística/industrial e disponibilizam todo o suporte para os clientes que se instalam nos centros logísticos.
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