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Guia rápido: o que é sale e leaseback e como aplicar

por Capital Realty | 15/03/2026 | Blog, Tendências

Sale e leaseback é uma operação financeira em que uma empresa vende um imóvel e continua utilizando o ativo por meio de um contrato de locação de longo prazo. 

A estratégia permite transformar patrimônio imobiliário em liquidez imediata sem interromper a operação. Por esse motivo, a tática tem ganhado espaço em setores intensivos em infraestrutura, como logística, varejo e indústria.

Em empresas com grande volume de ativos operacionais, como galpões logísticos e centros de distribuição, parte relevante do capital pode ficar imobilizada em imóveis. Em determinados contextos econômicos, converter esses ativos em caixa pode fortalecer a estrutura financeira e ampliar a capacidade de investimento.

Nesse cenário, o sale e leaseback tem se consolidado no Brasil, impulsionado por crédito mais restrito e pela crescente participação de fundos imobiliários e investidores institucionais em operações com contratos de longo prazo.

Neste artigo você poderá ler mais sobre: 

 

O que é sale e leaseback?

Sale e leaseback (SLB) é uma estrutura financeira em que uma empresa vende um imóvel para um investidor e, simultaneamente, firma um contrato para continuar ocupando o ativo por meio de locação de longo prazo.

Essa operação transforma um ativo imobilizado em liquidez imediata, sem impactar a continuidade da operação.

Na prática, o modelo funciona em duas etapas:

  1. Venda do ativo (sale):  A empresa vende o imóvel,  como um galpão logístico, centro de distribuição ou sede corporativa, para um investidor institucional, fundo imobiliário ou instituição financeira; 
  2. Locação de longo prazo (leaseback):  Após a venda, é firmado um contrato de locação atípica que permite que a empresa continue ocupando o imóvel por períodos normalmente entre 15 e 25 anos.

Com isso, o antigo proprietário passa a ser locatário do próprio imóvel, mantendo a operação no mesmo local enquanto o capital obtido na venda pode ser direcionado para outras estratégias financeiras.

Quais as vantagens do sale e leaseback para empresas?

Para empresas com ativos imobiliários relevantes, o sale e leaseback funciona como uma ferramenta de gestão de capital. 

A operação permite liberar recursos, melhorar indicadores financeiros e manter a estabilidade operacional do imóvel utilizado pela empresa.

1. Liberação imediata de capital

A venda do imóvel pode gerar liquidez imediata equivalente ao valor de mercado do ativo, frequentemente superior ao que seria obtido em financiamentos bancários tradicionais.

Esse capital pode ser direcionado para expansão, reforço de caixa, redução de passivos ou novos investimentos operacionais.

2. Otimização da estrutura de capital

Ao vender o ativo imobiliário, a empresa reduz o volume de capital imobilizado no balanço. Os pagamentos de aluguel passam a ser registrados como despesa operacional dedutível, o que pode melhorar indicadores financeiros como alavancagem e retorno sobre patrimônio.

3. Não impacta diretamente o endividamento

Como a operação não é estruturada como financiamento tradicional, o sale e leaseback não impacta diretamente o endividamento bancário da empresa. Isso ajuda a preservar espaço para futuras captações de crédito.

4. Continuidade operacional do imóvel

Mesmo após a venda, a empresa continua utilizando o ativo normalmente por meio de contratos de locação de longo prazo. Para operações logísticas ou industriais, isso garante estabilidade e evita custos de relocação.

5. Maior foco no core business

O capital antes imobilizado em ativos imobiliários pode ser direcionado para áreas mais estratégicas do negócio, como expansão operacional, tecnologia, inovação ou aquisições. 

Como aplicar o Sale e leaseback na prática?

Estruturar uma operação de sale e leaseback envolve análise financeira, avaliação imobiliária e estruturação jurídica. No Brasil, essas transações costumam envolver fundos imobiliários, bancos ou investidores institucionais interessados em ativos corporativos com contratos de longo prazo.

Veja as etapas mais comuns para estruturar a operação.

1. Avaliação estratégica do ativo

O primeiro passo é identificar ativos imobiliários elegíveis para a operação. Normalmente são considerados imóveis operacionais relevantes, como galpões logísticos, centros de distribuição ou unidades industriais.

Laudos independentes ajudam a estimar o valor de mercado do ativo.

2. Estruturação financeira da operação

Com o ativo definido, são analisados fatores como valor de venda, cap rate da operação e condições do contrato de locação.

No mercado brasileiro, contratos de sale e leaseback costumam ter prazos entre 15 e 25 anos, o que oferece previsibilidade tanto para a empresa quanto para o investidor.

3. Busca por investidores ou fundos

A empresa ou seus assessores passam a buscar compradores potenciais, geralmente fundos imobiliários, gestoras de ativos ou investidores institucionais.

Nesse momento são negociados preço de venda, taxa de retorno esperada e condições da locação.

4. Due diligence técnica, jurídica e financeira

Antes da conclusão da transação, o ativo passa por auditorias técnicas, jurídicas, ambientais e financeiras para verificar regularidade documental e possíveis riscos.

Essa etapa é essencial para garantir segurança à operação.

5. Estruturação e assinatura dos contratos

Após as análises, ocorre a formalização da operação com dois documentos principais:

  • escritura de venda do imóvel;
  • contrato atípico de locação de longo prazo.

Alguns contratos também incluem cláusulas de renovação ou opção de recompra.

6. Fechamento e início da locação

Na fase final ocorre a transferência da propriedade, o pagamento ao vendedor e o início da locação. A operação é registrada em cartório e refletida na contabilidade da empresa conforme normas como IFRS 16.

A partir desse momento, o imóvel continua sendo utilizado pela empresa, enquanto o capital obtido na venda pode ser direcionado para novas estratégias de crescimento.

O sale e leaseback tem se consolidado como uma alternativa eficiente para empresas que desejam liberar capital sem abrir mão de ativos essenciais para a operação. Em setores como logística, varejo e indústria, a estratégia permite equilibrar liquidez, eficiência financeira e continuidade operacional.

No entanto, a decisão sobre ativos imobiliários logísticos também está diretamente ligada à infraestrutura e à localização das operações.

Para entender como esses fatores influenciam as decisões logísticas no país, vale continuar a leitura no artigo O mapa da infraestrutura logística no Brasil: onde estão as melhores oportunidades?. Nele, analisamos os principais eixos logísticos do país e as regiões que concentram as melhores oportunidades para centros logísticos, armazéns e operações de distribuição.

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A Capital Realty é referência na área de condomínios logísticos industriais, infraestrutura logística, construção e administração de empreendimentos sob medida, com um portfólio de mais de 500 mil m² de área construída. Com forte atuação nos três estados da Região Sul e em São Paulo, a Capital Realty oferece uma equipe formada por gestores e engenheiros com larga experiência no mercado imobiliário e se destaca pela capacidade técnica de desenvolver, executar e gerir ativos imobiliários de forma inovadora. Os empreendimentos levam a bandeira Mega, classificados como padrão A de infraestrutura logística/industrial e disponibilizam todo o suporte para os clientes que se instalam nos centros logísticos.
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