por Capital Realty | ago 8, 2024 | Armazenagem, Blog
O estoque de segurança é uma estratégia de negócio que assegura a continuidade das operações mesmo em situações inesperadas. Ao utilizar esse método na gestão do inventário, o gestor consegue minimizar riscos e garantir que as necessidades dos clientes sejam atendidas.
Neste artigo, você confere como funciona essa prática e como calcular a reserva ideal para o seu negócio.
Neste artigo, você encontrará:
O que é estoque de segurança?
O estoque de segurança é uma quantidade extra de produtos ou materiais mantida em um armazém para proteger contra demandas inesperadas ou atrasos no fornecimento.
Ele atua como uma margem segura, garantindo que a empresa possa continuar operando normalmente mesmo em qualquer situação, como flutuações de vendas ou problemas logísticos.
Essa estratégia é crucial para minimizar riscos e assegurar que os prazos e as necessidades dos clientes sejam sempre atendidos.
Quais são as vantagens do estoque de segurança?
Esse estoque adicional garante uma proteção contra imprevistos que podem aparecer na gestão da cadeia de suprimentos. As principais vantagens são:
- redução de riscos: possibilitando o atendimento à demanda mesmo quando há situações inesperadas nas vendas ou atrasos no fornecimento;
- gestão mais eficiente dos recursos: evitando interrupções no atendimento devido à falta de mercadorias;
- venda contínua e sem prejuízos: caso haja problemas com fornecedores ou transporte, esse depósito permite que a empresa continue suas operações sem grandes prejuízos;
- melhoria na satisfação e fidelização do cliente: garantindo a disponibilidade contínua dos produtos.

Como montar um estoque de segurança?
Para montar uma reserva, análise de demanda histórica e atual das mercadorias. Utilize dados de vendas para identificar padrões e flutuações na demanda, determinando a quantidade ideal de itens disponíveis.
Além disso, avalie o tempo de reabastecimento, pois a reserva deve cobrir o período entre o momento em que um pedido é feito e a chegada de novos produtos.
Procure também realizar a integração com sistemas de gestão para automatizar o processo de controle. Eles podem ajudar a manter os níveis de disponibilidade atualizados e a realizar ajustes com base nas informações mais recentes.
Como calcular o estoque de segurança?
Para calcular o volume de itens que devem estar presentes no estoque de segurança, é indicada a seguinte fórmula.
Estoque de segurança = média de vendas por dia x tempo de reposição (em dias).
O tempo de reposição refere-se ao período necessário para reabastecer a reserva desde o momento em que um pedido é feito até o momento em que o novo estoque está disponível para venda.
Tipos de armazenagem: como escolher a melhor para a sua empresa?
Escolher um modelo de armazenamento é essencial para adaptar a estocagem à sua estrutura de negócio. Ao estocar a mercadoria de maneira otimizada, a empresa poderá monitorar a quantidade de mercadoria disponível e melhorar a execução de processos.
Acesse o blog da Capital Realty e confira quais são as principais opções para a sua empresa.

por Capital Realty | mar 15, 2024 | Armazenagem, Blog
A boa gestão da cadeia de suprimentos é um dos principais diferenciais que os operadores logísticos podem conseguir para os seus negócios. Quanto mais otimizado for o fluxo, menores serão os problemas e maior será a percepção de qualidade da sua operação por parte do consumidor final.
Mais do que um diferencial competitivo, capaz de valorizar produtos e serviços, a gestão da cadeia de suprimentos requer atenção constante. Se por um lado não há como alcançar a perfeição, por outro é possível buscar a melhoria contínua com diversos tipos de ações.
Entenda como funciona a gestão da cadeia de suprimentos e como otimizar a sua. A seguir, você lerá sobre:
O que é cadeia de suprimentos?
Chamada de supply chain — em inglês —, a cadeia de suprimentos é o processo que envolve desde a obtenção de matéria-prima, a produção, armazenagem, transporte até a entrega do produto ao cliente.
O objetivo desse processo é reduzir custos e tempo de execução, além de proporcionar mais benefícios para o consumidor final. Porém, não há um padrão para a definição de uma cadeia de suprimentos. Cada negócio deve avaliar quais são os processos que devem ser cumpridos para que o negócio funcione da melhor maneira.
Os principais participantes da cadeia de suprimentos são:
- indústrias;
- operadores logísticos;
- atacadistas;
- varejistas;
- consumidores.
A organização e montagem de uma cadeia de suprimentos é fundamental para garantir o sucesso de qualquer operação. Apenas com a gestão da cadeia operacional será possível que o produto ou serviço seja disponibilizado da melhor maneira para atender seus clientes de forma satisfatória.
O que é gestão da cadeia de suprimentos?
A gestão da cadeia de suprimentos — ou supply chain management, termo em inglês —, é a capacidade de gestão operacional de todos os fluxos de bens, serviços e informações de maneira estratégica.
Para que a relação entre todas as empresas que fazem parte da cadeia seja a mais harmônica possível, é preciso que todos esses sistemas sejam integrados.
Qual o objetivo da gestão da cadeia de suprimentos?
Com a gestão eficiente da cadeia de suprimentos, é possível garantir que as operações ocorram como uma espécie de fluxo contínuo. Qualquer falha em um ponto da cadeia de suprimentos pode provocar um efeito em cascata, causando problemas e prejuízos em todas as etapas.
É por essa razão que os conceitos de logística e cadeia de suprimentos não são dissociáveis. Os métodos operacionais, sistemas, softwares e a gestão dos processos devem ser analisados como um todo, fazendo com que cada operador seja responsável pela sua etapa.
Portanto, a visão macro deve ser do conhecimento de todos, ainda que as responsabilidades de cada profissional tenha suas limitações. A gestão eficiente de uma cadeia de suprimentos deve garantir aspectos do negócio como:
- satisfação do cliente;
- redução de custos;
- otimização de tempo dos processos;
- melhoria na atuação de cada colaborador;
- maior competitividade no mercado;
- aumento da produtividade.
Quais são as etapas da cadeia de suprimentos?
Existem diversas etapas na cadeia de suprimentos, criadas para organizar e otimizar os processos de pequenas, médias e grandes empresas. Nesse sentido, podemos incluir algumas etapas, como:
- planejamento: elaboração de demandas, organização financeira, criação do portfólio de produtos, pesquisas de mercado e definição de metas;
- aquisição de matéria-prima: escolha e compra de materiais utilizados, negociação de prazos de entrega com fornecedores;
- produção: fabricação dos produtos, controle de qualidade e gerenciamento de capacidade;
- armazenagem: escolha dentre os tipos de armazenamento e gestão de estoque;
- distribuição: processamento de pedidos, envio e entrega de produtos, canais de venda, execução de cronogramas de entrega e gerenciamento de produtos em trânsito;
- devolução: gerenciamento de recebimentos de produtos retornados, organização do envio de novos produtos, reparo e descartes, gerenciamento de devoluções;
- atendimento ao cliente: contato com o cliente, rastreamento de pedidos e resolução de problemas.

Como fazer uma boa gestão da cadeia de suprimentos?
A otimização da cadeia de suprimentos passa por uma série de fatores. Nem sempre a melhoria de apenas um deles é suficiente para impactar de maneira definitiva nos processos.
É preciso encontrar os gargalos operacionais e manter todas as etapas em sincronia. A melhoria deve ser contínua e, para que isso ocorra, atente-se a algumas dessas sugestões.
Realize o mapeamento da cadeia de suprimentos
Qualquer ponto fraco ou possibilidades de melhoria da sua operação devem aparecer quando um mapeamento da cadeia de suprimentos é realizado. O mapeamento auxilia na criação de planos de ação e permite que as mudanças sejam feitas com base em pesquisas e estudos sobre a sua empresa.
O mapeamento permite identificar como funciona o relacionamento da sua empresa com fornecedores, produtores, distribuidores e outros participantes envolvidos na cadeia. Além disso, os fluxos de produtos e serviços também são analisados para gerar mais conhecimento sobre possíveis problemas na produção.
Como fazer um mapeamento da cadeia de suprimentos
Para realizar o mapeamento da cadeia de suprimentos, a empresa pode realizar as seguintes etapas:
- identificação dos participantes: listar todas as empresas e gestores participantes da cadeia;
- análise de fluxos de produção: entender qual a movimentação dos produtos no fluxo de produção para identificar possíveis otimizações de processo;
- análise de informações: avaliar fluxos de pedidos, atendimento ao cliente, transporte de produtos, entre outros;
- definição de parâmetros de serviço: definir metas de qualidade para todos os setores, seja de tempo de entrega, quantidade ou outros indicadores;
- observação de pontos de logística: entender quais são as localizações de armazéns e observar se os condomínios logísticos estão sendo utilizados da melhor forma para otimizar as entregas.
Seleção eficiente de fornecedores
Nem todos os fornecedores têm as mesmas condições técnicas de estabelecer prazos ou índices mínimos de qualidade na entrega dos produtos. É uma tarefa do gestor da cadeia de suprimentos identificar soluções e empresas que podem oferecer melhores condições para a cadeia de produção.
Ao selecionar empresas que oferecem as melhores soluções para a sua cadeia, é possível solucionar pontos de atrito entre as etapas e resolver problemas que podem prejudicar a satisfação do cliente final.
Equilíbrio entre oferta e demanda
A sazonalidade é uma constante na comercialização de diversos tipos de produtos. Essas informações devem sempre estar disponíveis no planejamento, de maneira que possa haver equilíbrio entre a oferta por parte dos fabricantes e a demanda por parte dos consumidores.
Qualquer desequilíbrio aqui pode significar escassez ou sobra, o que impacta em custos mais altos de armazenamento.
Otimização de armazenamento
Parte essencial da gestão da cadeia de suprimentos é a observância dos aspectos de armazenamento. Depósitos enormes ou com maior capacidade, porém afastados dos grandes centros, não são mais um diferencial competitivo como já foram no passado.
Ambientes mais modernos, mais bem localizados e com espaço para crossdocking, uma estratégia de supply chain, como os disponíveis em condomínios logísticos, se mostram mais adequados para o atendimento de uma demanda crescente por agilidade e redução de custos.
Tenha as melhores soluções de armazenagem
A sua empresa investe em melhoria contínua na gestão da cadeia de suprimentos? O armazenamento e gestão de estoque de qualidade de produtos é uma etapa da cadeia de suprimentos fundamental para garantir a satisfação do cliente final. Você sabia que a escolha de condomínios logísticos pode representar um ganho de qualidade significativo no atendimento e na velocidade de entrega, aumentando a percepção de valor do cliente sobre o seu serviço?
Consulte nossa equipe de especialistas e saiba como a Capital Realty pode ajudar nesse quesito.

por Capital Realty | dez 1, 2023 | Armazenagem, Blog
O porta-paletes é um sistema favorável para empresas em busca de maneiras de otimizar o armazenamento. Com uma variedade de tipos, os porta-paletes são estruturas que oferecem flexibilidade, apresentando benefícios para toda a operação.
Explorar as vantagens que o porta-paletes oferece é essencial antes de selecionar um sistema de armazenamento. Por isso, neste artigo, você pode ler mais sobre:
O que é o sistema porta-paletes?
O sistema porta-paletes é um sistema de armazenamento usado para organizar produtos em armazéns ou depósitos. Nele, são usados racks de armazenamento, semelhantes a prateleiras, que suportam os paletes.
A retirada de produtos nesse sistema é mais facilitada, pois é possível ter acesso a uma mercadoria sem movimentar outros itens próximos. No entanto, o acesso deve ser realizado com empilhadeiras, já que os racks tendem a atingir quatro metros de altura.

Quais são os tipos de porta-paletes?
Os porta-paletes são projetados para atingir a necessidade de cada empresa com o seu armazém. Por isso, há uma variedade de tipos de porta-paletes, que se adequam às necessidades de armazenamento do local. Entre os mais conhecidos estão:
- convencional: é o tipo mais comum utilizado, sendo o de menor investimento. Feito para proporcionar acesso direto aos produtos, sem movimentação de outros paletes, permitindo a rápida entrada e saída de mercadorias;
- dupla profundidade: armazenamento de dois paletes no mesmo nível, otimizando o espaço de armazenamento. Os paletes são armazenados em fileiras, uma atrás da outra;
- drive-in: permite alta densidade de armazenamento. Para acessar os paletes ao fundo, é preciso retirar todos na frente, sendo que o uso do sistema de armazenamento LIFO (último a entrar, primeiro a sair) é o mais recomendado;
- drive-through: o acesso a mercadorias pode ser realizado por ambos os lados do rack, oferecendo mais flexibilidade. No entanto, o drive-through oferece menos densidade de armazenamento que o drive-in;
- corredor estreito: criação de corredores estreitos, maximizando o uso do espaço, que necessitam o uso de empilhadeiras específicas para este espaço, e racks altos.
5 benefícios de usar um sistema de porta-paletes
O porta-paletes é uma solução que oferece benefícios significativos para o armazenamento de uma empresa. Investir neste tipo de sistema é uma maneira de obter uma operação mais eficiente.
Entre as vantagens deste sistema são:
- maximização do espaço: a disposição dos racks otimiza o espaço vertical disponível no armazém para o armazenamento de mercadorias;
- flexibilidade: o uso desse sistema pode ser aplicado de diversas maneiras, sendo altamente flexível. Assim, empresas podem pesquisar e selecionar qual tipo de porta-paletes oferece mais benefícios para a operação;
- organização: os diferentes tipos de porta-paletes permitem que os produtos sejam organizados da melhor forma para cada empresa;
- redução de custos: a maximização do uso do espaço vertical para o estoque de produtos, diminuindo a necessidade de espaços maiores para o armazenamento;
- diminuição de danos de produtos: com o uso de equipamentos e armazenamento adequados, há menor probabilidade de danos aos produtos.
Entenda como aprimorar a logística da sua empresa
A busca por novas soluções e estratégias para implementar no seu negócio deve ser constante. Dessa forma, é que uma empresa consegue otimizar os processos, diminuir custos e melhorar a rotina dos seus colaboradores.
Os condomínios logísticos são espaços ideais para implementar um sistema como dos porta-paletes. Com infraestrutura de armazenagem e espaços projetados, os condomínios apresentam as melhores soluções para grandes empresas que desejam otimizar seus processos logísticos.
Continue a leitura e conheça mais sobre o assunto no blog da Capital Realty.

por Capital Realty | jan 31, 2023 | Armazenagem, Blog, Logística
A localização é um dos pontos fundamentais em qualquer operação logística. É um quesito importante, que define uma série de fatores que podem impactar na redução de custos, na otimização do tempo, na agilidade de entrega e em outros aspectos cruciais para qualquer empresa do setor. Gigantes que lidam com o transporte internacional de cargas e têm um galpão logístico em um setor estratégico sabem que essa localização reduz custos e traz agilidade no transporte. Por isso, pensar a localização de forma estratégica é cada vez mais essencial na distribuição de produtos, para firmar parcerias e atender o cliente com eficiência e qualidade.
Benefícios da localização estratégica
Diminui o risco de atraso e evita gastos desnecessários
Estar bem localizado também significa a possibilidade de trafegar por estradas com mais qualidade e é um diferencial que gera competitividade. Essa precaução evita gastos desnecessários com manutenção dos veículos de transporte e diminui, consideravelmente, o risco de atraso nas entregas de produtos.
Prioridade e qualidade na entrega
Se considerarmos que a natureza do produto que a empresa trabalha é perecível, então, todas as características de localização são importantes para diminuir as chances de perda. Além de produtos perecíveis, outros podem ter a entrega comprometida quando é necessário trafegar por longos trechos em uma malha rodoviária muito distante ou e em péssimo estado de conservação;
Otimização de tempo
Todo empresário sabe ue tempo é dinheiro. Se as distâncias são encurtadas, muitos problemas relacionados à distribuição também são evitados e os custos são reduzidos. O empreendedor consegue deslocamento mais rápido quando a sua operação é realizada e ocorre de forma estratégica;
Ao fazer bom uso das informações geográficas para facilitar a logística, o empreendedor ainda reduz custos com combustíveis e com estratégias de monitoramento, tanto de cargas, quanto de horas trabalhadas. Isso porque os colaboradores podem cumprir o trabalho dentro de prazos estabelecidos com muito mais segurança e precisão.
Condomínio logístico como indicativo de inteligência geográfica
Já demonstramos que as operações logísticas precisam levar em conta a questão geográfica para facilitar o planejamento de rotas e operar com qualidade e eficiência. Os condomínios logísticos são projetados para otimizar essas questões. Eles permitem que centros de distribuição estejam, estrategicamente, localizados perto de portos, aeroportos, ferrovias e ou vias que podem encurtar distâncias e facilitar os acessos para outras regiões do país. Essa dinâmica acaba sendo uma das grandes vantagens desse modelo empresarial e até mesmo um dos fatores decisivos na escolha de um condomínio logístico. Vale ressaltar que, além de reduzir custos logísticos por conta de uma localização estratégica, eles ainda oferecem uma série de benefícios. Nesse conteúdo, mostramos que ter um ponto de distribuição em um condomínio logístico pode significar redução de custos e a possibilidade de firmar parcerias e fechar novos negócios. Você também está convidado a continuar navegando em nosso blog para descobrir quais são os demais benefícios que os condomínios logísticos podem oferecer ao seu modelo de negócio.
por Capital Realty | jan 31, 2023 | Armazenagem, Blog
Buscar estratégias para reduzir
custos e aumentar a agilidade no armazenamento e na entrega. Gestores de e-commerce, empresas de transporte e indústrias em geral sabem a importância de buscar as melhores formas de operacionalizar a logística empresarial. Uma simples redução de
custo, por menor que seja, pode ter impacto significativo em toda a cadeia de suprimentos. Porém, encontrar essas soluções não é uma tarefa simples. Prova disso é que especialistas dedicam muitas horas a estudar toda a cadeia para encontrar espaços para melhoria de processos. Entre as muitas soluções existentes, uma delas tem chamado a atenção nos últimos anos: o
crossdocking. Vamos conhecer mais detalhes sobre essa estratégia e compreender de que maneira ela pode ajudar o seu negócio.
O que é crossdocking?
Crossdocking é uma estratégia logística cujo principal objetivo é otimizar as etapas de movimentação de mercadoria entre o fornecedor e o consumidor final. Esse método permite reduzir os estoques, pois as encomendas são efetivadas apenas quando o pedido é feito pelo cliente. Se fôssemos traduzir a expressão “crossdocking” para português teríamos algo como “cruzamento de docas”, que é o que acontece na prática. Há muitas vantagens nesse tipo de estratégia. Para as empresas, essa é uma possibilidade de reduzir os custos com armazenamento de produtos. Em outras palavras, espaços menores podem ser suficiente para manejar grandes quantidades de carga, pois elas não ficam “paradas” por muito tempo. Essa é a função dos centros de distribuição. Esses espaços permitem agilidade de manobra para que as encomendas enviadas pelos fabricantes sejam rapidamente distribuída para os caminhões, carros ou motos que farão a entrega para o consumidor final. Trata-se de uma tendência ligada ao conceito Just in Time, estabelecido pela montadora japonesa Toyota nos anos 50. Hoje, essa metodologia é vista como uma das mais ágeis possíveis, especialmente por conta das empresas de e-commerce, que nem sempre possuem armazéns compatíveis para guardar a quantidade de produtos que são ofertados.
Quais são as principais vantagens da estratégia de crossdocking?
São muitas as vantagens competitivas que podem ser proporcionadas pela adoção de uma estratégia de crossdocking. Elas vão desde a redução de custos com armazenamento até a necessidade de equipes menores para manuseio dos produtos. Listamos aqui alguns benefícios desse tipo de estratégia.
Redução de custos com armazenamento
O armazenamento de mercadorias é um dos aspectos que mais oneram as empresas que comercializam produtos. Quanto maior for o mix de produtos, maior provavelmente será o espaço necessário para garantir o estoque mínimo e proporcionar rapidez na entrega para o consumidor. A partir do momento em que as entregas passam a ser feitas pela estratégia de crossdocking, deixa de ser necessário tanto espaço de armazenamento. Os produtos chegam a um centro de distribuição e rapidamente são enviados para os destinatários. A economia se dá por conta da contração de espaços menores, sem que isso impacte no manuseio das encomendas.
Possibilidade de aumentar o mix de produtos
A estagnação de mercadorias em estoque é um dos itens que mais preocupa as empresas. Dados obtidos pela Abrape indicam que cerca de R$ 21,5 bilhões são perdidos todos os anos pelo varejo em produtos que deixam de ser vendidos. Por conta desse risco, muitas empresas deixam de aumentar o mix de produtos por não ter capital de giro para investimento. As soluções de crossdocking reduzem os custos iniciais, pois diminuem o valor de mercadoria parado em estoque. Com menos saídas, as empresas têm mais facilidade para manter o fluxo de caixa. Nesse modelo, a companhia encomenda apenas aquilo que já foi vendido, o que proporciona uma melhor saúde financeira para o negócio.
Possibilidade de reduzir equipe e minimizar riscos
Como as demandas de armazenamento passam a ser menores, há a possibilidade de reduzir o número de colaboradores vinculados a essa operação. Além disso, os centros de distribuição passam a funcionar como uma triagem, reconhecendo produtos que não estejam de acordo com os padrões solicitados antes mesmo que eles cheguem às mãos dos clientes. Esse benefício impactará também a logística reversa do processo, pois em caso de devoluções há redução de custos e maior praticidade nas trocas. A integração entre fornecedores e empresas é fundamental para o funcionamento da estratégia de crossdocking, portanto o planejamento e a escolha dos parceiros se tornam aspectos fundamentais.
As estratégias de crossdocking já fazem parte do dia a dia do seu negócio? Você sabia que é possível reduzir custos utilizando essa metodologia? Consulte-nos e conheça quais são as oportunidades que disponibilizamos para essa prática para o seu negócio.
por Capital Realty | maio 18, 2020 | Armazenagem, Blog
O aumento na demanda no consumo de produtos via e-commerce tem obrigado essas empresas a buscar soluções mais criativas no que diz respeito a armazenagem.
Para dar conta de atender uma maior procura, em alguns casos os estabelecimentos têm optado por fazer compras maiores de produtos. Se por um lado isso impacta positivamente no custo unitário dos itens, por outro cresce a necessidade de sistemas de armazenagem mais eficientes.
Se engana quem pensa que basta um lugar maior para o estoque que tudo está resolvido. É preciso pensar em soluções que possam tornar o trabalho mais produtivo, sem comprometer os fluxos de entrega. Listamos aqui cinco ações práticas que você pode considerar para implantar hoje mesmo na sua empresa.
1. Faça um planejamento de estoque
O uso de ferramentas de análise de dados é essencial para tomar decisões sobre a quantidade de produtos que será adquirida. A empresa deve ter um estoque mínimo de produtos para que eles não faltem, mas o volume não pode ser tão alto a ponto de as mercadorias ficarem paradas por muito tempo. A solução está na busca pelo equilíbrio.
A partir da análise dos gráficos de vendas e da projeção de sazonalidades, o gestor deve considerar um volume maior de itens com alto giro e ter mais cautela na compra de produtos com menor procura. Não há outro jeito a não ser se debruçar sobre as estatísticas para entender o comportamento específico do seu mercado. As soluções de armazenagem necessárias virão a partir dessas decisões.
2. Faça uma classificação ABC
A chamada “curva ABC” é uma metodologia que auxilia bastante na compra de produtos. Os do tipo A são os 20% de produtos com maior giro, mas que representam 80% do valor do estoque; os do tipo B são os de giro médio, representando 30% dos itens e 15% do valor do estoque; por fim, os do tipo C são os de baixo giro, representando 50% dos produtos e 5% do valor do estoque.
Baseado nessa classificação, tenha em mente que os produtos A nunca podem faltar na sua empresa. Para eles, a recomendação é uma compra em quantidades maiores, se possível. Os do tipo B requerem uma análise especial, pois costumam ser muito sujeitos a sazonalidades. Já os do tipo C devem ser adquiridos sob demanda e buscar parcerias com fornecedores nesse sentido é o melhor caminho.
3. Tenha relatórios em tempo real
Os dados extraídos de um sistema em um dia já são diferentes no dia seguinte. O e-commerce é um processo dinâmico, no qual muitas vezes as decisões precisam ser revistas várias vezes no mesmo dia. Portanto, trabalhar com dados consolidados é importante, mas a principal referência deve ser a possibilidade de conferir essas informações em tempo real.
Integrar sistemas de analytics com gestão de estoques é fundamental para que a sua companhia possa ter controle total não apenas sobre aquilo que vende, mas também sobre o interesse dos consumidores. É comum vermos picos de busca por produtos em um dia que nem sempre se sustentam ao longo da semana, por isso tenha cuidado.
4. Pense na logística de entrega
Áreas maiores e mais afastadas dos grandes centros ou áreas menores e mais próximas dos pontos de entrega? Quando se trata de armazenamento, nem sempre o tamanho faz a diferença. Muitas empresas optam por condomínios logísticos, áreas menores, mas com maior infraestrutura e espaço para cross docking.
Tenha em mente que por armazenamento nem sempre falamos da guarda em si dos produtos. Muitos itens podem chegar e sair no mesmo dia se a sua logística for mais apurada e se houver como dar vazão mais rápido às entregas. Estar em uma área que oferece esses diferenciais certamente terá um impacto positivo no seu negócio.
5. Adicione inteligência à gestão
Já mencionamos a importância do uso de dados para a tomada de decisões, mas vamos além: realizar inventários frequentes e integrar todos as áreas da empresa em um único sistema são maneiras essenciais de diminuir ruídos de comunicação e evitar que gargalos comprometam a produtividade.
O investimento em tecnologia deve privilegiar o monitoramento de vendas, a gestão de estoque, o gerenciamento de mercadorias e a análise de dados em tempo real. Quanto mais ferramentas estiverem disponíveis para automatizar os processos, mais tempo sobrará para a análise de dados.
A armazenagem de produtos está se tornando um problema para o seu negócio? Você sabia que é possível reduzir custos escolhendo locais com infraestrutura compartilhada? Consulte-nos e conheça quais são as oportunidades que disponibilizamos para o seu negócio.