por Capital Realty | maio 1, 2026 | Blog, Logística
A IoT na logística deixou de ser uma tendência para se tornar uma ferramenta estratégica na gestão da cadeia de suprimentos. Com sensores, dispositivos conectados e monitoramento em tempo real, empresas conseguem aumentar a eficiência operacional, reduzir perdas e tomar decisões mais rápidas em operações cada vez mais complexas.
O avanço desse mercado acompanha a demanda por mais controle e previsibilidade. Segundo a Global Insight Services, os investimentos globais em IoT aplicada à logística devem saltar de US$ 56,7 milhões em 2024 para US$ 224,7 milhões até 2034.
No Brasil, a Associação Brasileira de Internet das Coisas (ABINC) aponta que logística e transporte já representam 11,3% da demanda nacional por soluções IoT, especialmente em gestão de frotas, rastreamento e análises preditivas.
Na prática, os impactos já aparecem nos resultados. Estudos da McKinsey citados pela Uello indicam que operações logísticas com IoT podem aumentar a eficiência em até 30%, além de reduzir custos logísticos entre 20% e 30% e diminuir perdas de envios em 23%.
Neste conteúdo, você entenderá:
O que é a Internet das Coisas (IoT) na gestão da cadeia de suprimentos?
A Internet das Coisas (IoT) na logística é a conexão de dispositivos físicos à internet para coletar, transmitir e analisar dados em tempo real ao longo da cadeia de suprimentos. Esses dispositivos incluem sensores instalados em veículos, contêineres, equipamentos e estoques, permitindo maior controle operacional e visibilidade das operações.
Na prática, a IoT cria uma rede inteligente capaz de acompanhar etapas logísticas desde o fornecedor até a entrega final. Segundo a Oracle (2024), isso inclui aplicações como prateleiras inteligentes com tecnologia RFID, que identificam níveis baixos de estoque e enviam alertas automáticos para reposição.
Esse monitoramento contínuo reduz falhas manuais, melhora a rastreabilidade e ajuda empresas a responderem mais rapidamente a imprevistos operacionais.
Entre as aplicações mais utilizadas de IoT na logística, estão:
- rastreamento em tempo real de cargas por GPS e sensores;
- monitoramento de temperatura, umidade e condições de transporte;
- automação da gestão de estoque;
- manutenção preditiva de equipamentos e veículos;
- otimização de rotas e previsão de atrasos.
A gestão de estoque é um dos exemplos mais relevantes. Sensores automatizam entradas e saídas de produtos, reduzindo excessos, rupturas e divergências de inventário. Já na manutenção preditiva, dispositivos conectados identificam sinais de desgaste antes que falhas provoquem paradas operacionais.
Além do ganho operacional, a IoT fortalece a integração entre diferentes etapas da supply chain, ampliando a capacidade analítica das empresas dentro do contexto da Indústria 4.0. Segundo a Neogrid (2024), operações com IoT podem aumentar a eficiência logística em até 30%, além de reduzir custos operacionais e elevar a transparência nas operações.
Quais são as principais soluções de IoT na logística disponíveis no mercado brasileiro?
As soluções de IoT na logística vêm ganhando espaço no mercado brasileiro à medida que empresas buscam mais eficiência operacional, rastreabilidade e integração de dados. Hoje, a tecnologia está presente em diferentes etapas da cadeia logística, conectando veículos, cargas, estoques e estruturas operacionais em tempo real.
No Brasil, plataformas integradas, sensores inteligentes e sistemas de telemetria estão entre as aplicações mais utilizadas, principalmente em operações que exigem alto nível de controle e visibilidade. Saiba mais sobre cada solução:
1. Dispositivos conectados para monitoramento logístico
Os dispositivos conectados representam uma das soluções mais utilizadas de IoT na logística, correspondendo a 28,6% das tecnologias fornecidas no setor.
Esses sensores são instalados em cargas, contêineres e veículos para monitorar variáveis como temperatura, umidade e localização em tempo real. Esse acompanhamento contínuo ajuda empresas a reduzir perdas, controlar condições de transporte e aumentar a previsibilidade operacional.
O uso é especialmente relevante em operações com produtos sensíveis, como alimentos, medicamentos e cargas de alto valor agregado.
2. Plataformas de IoT para gestão centralizada
As plataformas de IoT permitem centralizar e analisar dados logísticos em tempo real, integrando informações de diferentes etapas da operação.
Com essas plataformas, gestores conseguem acompanhar indicadores operacionais, identificar gargalos e responder mais rapidamente a desvios ou falhas na cadeia de suprimentos.

3. Telemetria e rastreamento de frotas
As soluções de telemetria e rastreamento estão entre as aplicações mais consolidadas de IoT na logística brasileira. Empresas como Virtueyes e BRK Tecnologia atuam nesse segmento com sistemas voltados à gestão inteligente de frotas.
Além da geolocalização dos veículos, essas tecnologias monitoram consumo de combustível, velocidade, tempo de parada, frenagens bruscas e comportamento de condução.
Na prática, isso contribui para redução de custos operacionais, aumento da vida útil da frota e melhoria no planejamento de rotas e manutenção preventiva.
4. Monitoramento de ativos e geolocalização
O monitoramento de ativos lidera as aplicações de IoT no setor logístico, representando 31% dos usos identificados em estudos setoriais. Já as soluções de geolocalização aparecem com 28% de participação.
Essas tecnologias permitem acompanhar a movimentação de veículos, cargas, equipamentos e estruturas logísticas ao longo de toda a operação, aumentando a rastreabilidade e o controle sobre ativos estratégicos.
Com acesso contínuo aos dados operacionais, empresas conseguem reduzir atrasos, melhorar o fluxo logístico e elevar a confiabilidade das entregas.

5. RFID e automação da gestão de estoques
O uso de tecnologia RFID e sensores conectados tem ampliado a automação em centros de distribuição e operações de armazenagem.
Essas soluções permitem monitorar entradas, saídas e localização de itens em tempo real, reduzindo a dependência de processos manuais e minimizando erros de inventário.
Além de melhorar a acuracidade dos estoques, a automação torna atividades como separação, conferência e expedição mais rápidas e precisas, aumentando a eficiência operacional dos armazéns.
6. Soluções de segurança e prevenção de perdas
Na segurança logística, o IoT é utilizado para monitorar comportamentos fora do padrão durante o transporte e armazenagem.
Sensores de abertura, dispositivos de geolocalização e sistemas de alerta identificam tentativas de violação de cargas, desvios de rota e acessos não autorizados em tempo real.
Esse nível de monitoramento fortalece a rastreabilidade da operação e ajuda empresas a reduzirem riscos de roubo, extravio e fraudes ao longo da cadeia logística.
Como implementar tecnologias de IoT para otimizar a cadeia de suprimentos?
A implementação de IoT na logística exige planejamento estruturado, integração tecnológica e monitoramento contínuo. Quando aplicada de forma estratégica, a tecnologia amplia a visibilidade da cadeia de suprimentos, automatiza processos operacionais e melhora a capacidade analítica da operação.
Para que a adoção gere ganhos reais de eficiência, o processo deve considerar desde o diagnóstico da infraestrutura até a integração com sistemas já utilizados pela empresa.
1. Avalie gargalos e defina objetivos operacionais
O primeiro passo é identificar os principais desafios da operação logística. Gargalos em estoque, atrasos no transporte, falhas de rastreamento e baixa visibilidade operacional costumam estar entre os pontos mais críticos.
A partir desse diagnóstico, a empresa deve estabelecer metas claras para a implementação, como redução de custos operacionais, aumento da precisão de estoque ou melhoria no controle de frotas.
Também é importante avaliar a infraestrutura tecnológica existente para verificar compatibilidade com sensores conectados, redes móveis e plataformas de gestão integradas.
2. Escolha dispositivos e sensores compatíveis com a operação
A escolha das tecnologias depende das necessidades da cadeia logística e do nível de controle desejado sobre a operação.
Entre os dispositivos mais utilizados estão:
- sensores RFID para rastreamento de estoque;
- GPS para monitoramento de veículos;
- beacons para localização e movimentação de ativos;
- sensores de temperatura e umidade para cargas sensíveis.
Na armazenagem, sensores podem ser instalados em prateleiras inteligentes para automatizar o controle de inventário. Já no transporte, dispositivos embarcados ajudam a acompanhar condições da carga e desempenho operacional em tempo real.
3. Integre o IoT aos sistemas de gestão logística
Para que os dados gerados tenham valor estratégico, as soluções de IoT precisam estar integradas aos sistemas já utilizados pela operação, como ERP e WMS.
Essa integração ocorre por meio de APIs, permitindo que diferentes áreas da cadeia de suprimentos compartilhem informações em tempo real e operem com maior interoperabilidade.
Com isso, empresas conseguem automatizar alertas, otimizar rotas e acelerar processos como reabastecimento de estoque a partir de sensores que identificam níveis baixos de produtos.
4. Realize testes piloto antes da expansão
Antes de ampliar a implementação para toda a operação, o ideal é realizar testes piloto em processos específicos.
Essa etapa ajuda a validar desempenho, identificar ajustes necessários e medir impactos sobre indicadores operacionais. Durante os testes, empresas podem avaliar ganhos relacionados à roteirização, tempo de resposta, rastreabilidade e automação de processos.
O treinamento das equipes também faz parte dessa fase, principalmente para o uso de dashboards analíticos e acompanhamento dos dados operacionais.
5. Monitore indicadores e fortaleça a segurança da operação
Após a implementação, o monitoramento contínuo é fundamental para garantir eficiência e escalabilidade.
Indicadores como tempo de inatividade, precisão de estoque e desempenho de entregas ajudam a medir os resultados da operação e identificar oportunidades de melhoria. O uso de IA integrada ao IoT também amplia a capacidade de manutenção preditiva e análise operacional.
Outro ponto crítico é a segurança cibernética. Como a operação passa a trabalhar com grande volume de dados conectados, medidas como criptografia, controle de acesso e conformidade com a LGPD tornam-se indispensáveis.
Com uma implementação gradual e monitoramento estruturado, empresas conseguem ampliar a eficiência logística em até 30%, além de fortalecer a integração e previsibilidade da cadeia de suprimentos.
Perguntas Frequentes sobre IoT na Logística
O que é IoT na logística?
IoT na logística é o uso de dispositivos conectados à internet, como sensores, etiquetas RFID e sistemas de rastreamento, para coletar e analisar dados em tempo real ao longo da cadeia de suprimentos. A tecnologia amplia a visibilidade operacional e melhora o controle sobre cargas, estoques e frotas.
Quais são os principais benefícios da IoT na logística?
A IoT ajuda empresas a reduzir custos operacionais em até 30%, melhorar a rastreabilidade de cargas e estoques, automatizar processos e aumentar a eficiência logística. A tecnologia também contribui para manutenção preditiva, redução de desperdícios e tomada de decisão mais ágil.
Como funciona o monitoramento de cargas com IoT?
Sensores instalados em veículos, contêineres ou embalagens monitoram informações como localização, temperatura, umidade e impactos durante o transporte. Quando ocorre algum desvio ou condição inadequada, o sistema envia alertas em tempo real para a operação.
Quais dispositivos são mais usados em IoT na logística?
Entre os dispositivos mais utilizados estão:
- etiquetas RFID para rastreamento de estoque;
- sensores de telemetria em veículos;
- GPS para geolocalização de cargas;
- beacons para monitoramento em armazéns;
- sensores de temperatura e umidade para cargas sensíveis.
Quais são os desafios da implementação de IoT na logística?
Os principais desafios envolvem investimento inicial, necessidade de infraestrutura tecnológica compatível, integração entre sistemas e segurança cibernética. Apesar disso, empresas costumam obter retorno rápido ao reduzir falhas operacionais, desperdícios e custos logísticos.
Como a IoT melhora a gestão de estoque?
A IoT automatiza o controle de entradas, saídas e localização de produtos em tempo real. Isso reduz erros de inventário, evita rupturas e excessos de estoque e torna processos de armazenagem mais rápidos e precisos.
Qual a relação entre IoT e Indústria 4.0?
A IoT é uma das bases da Indústria 4.0, pois conecta ativos, sistemas e operações por meio de dados em tempo real. Na logística, isso permite maior integração da cadeia de suprimentos, automação operacional e uso de análises preditivas para tomada de decisão.
A IoT na logística já faz parte da transformação operacional de empresas que buscam mais eficiência, controle e capacidade de resposta em cadeias de suprimentos cada vez mais complexas. Sensores conectados, monitoramento em tempo real, telemetria e automação deixaram de ser diferenciais pontuais e passaram a ocupar um papel estratégico na logística moderna.
Ao ampliar a visibilidade das operações e integrar dados ao longo de toda a cadeia logística, a tecnologia ajuda empresas a reduzir custos, minimizar falhas e tomar decisões com mais precisão. Em um cenário de alta competitividade, operações mais conectadas tendem a ganhar produtividade, previsibilidade e escalabilidade.
Esse avanço também acompanha um movimento mais amplo de digitalização da indústria e da infraestrutura logística. Tecnologias como inteligência artificial, automação industrial e análise preditiva já estão redefinindo a forma como fábricas, centros logísticos e operações de transporte funcionam.
Continue a leitura e entenda como esse cenário deve evoluir nos próximos anos no artigo “O futuro da tecnologia industrial: conheça as principais tendências”.

por Capital Realty | abr 14, 2026 | Blog, Logística
Especialização em logística é uma formação voltada para profissionais que desejam aprofundar conhecimentos em áreas específicas como supply chain, transportes, logística reversa ou comércio exterior. Essa especialização permite desenvolver competências técnicas e estratégicas para atuar em cargos de gestão, planejamento e operações logísticas.
Esse movimento ganhou ainda mais força porque a logística ocupa hoje um papel central na competitividade das empresas. Em 2025, os custos logísticos no Brasil representaram cerca de 15,5% do Produto Interno Bruto (PIB), índice considerado alto e que evidencia o peso de transporte, armazenagem e gestão de estoques na economia brasileira.
Ao mesmo tempo, a área passa por uma transformação acelerada. Análises de mercado indicam que inteligência artificial, Internet das Coisas (IoT) e big data devem estar presentes em 70% a 80% dos projetos de logística avançada em 2026, o que reforça a demanda por profissionais mais preparados para lidar com tecnologia, dados e eficiência operacional.
Nesse cenário, investir em qualificação deixou de ser apenas um diferencial curricular. Para quem busca crescimento profissional, uma especialização em logística pode abrir caminhos em áreas com alta demanda e conectar o profissional às competências mais valorizadas pelo mercado atual.
A seguir, você lerá mais sobre:
O que é logística?
A logística é a área responsável pelo planejamento, execução e controle do transporte, armazenagem e distribuição de produtos.
É um setor estratégico para empresas industriais, comerciais e de e-commerce, pois impacta diretamente custos, prazos e nível de serviço ao cliente.
Por isso, a qualificação profissional e a especialização em logística têm se tornado cada vez mais importantes no mercado de trabalho.
Qual é o momento de mercado para a logística?
O momento da logística em 2026 é de crescimento, investimento e transformação tecnológica, mas também de aumento de custos e maior exigência por eficiência. O setor está aquecido, porém mais competitivo e orientado por tecnologia e gestão de custos.
Alguns assuntos se destacam nessa análise:
- Investimentos em infraestrutura e expansão do setor: estimativas indicam novos leilões de rodovias e ferrovias no Brasil com cerca de R$ 288 bilhões em investimentos em transporte. Isso sinaliza um ciclo positivo para o setor logístico, com melhoria de corredores de carga, redução de gargalos e aumento da eficiência no transporte ao longo dos próximos anos;
- Aumento do volume de cargas: o transporte rodoviário segue em crescimento, com aumento do volume movimentado e projeções de continuidade dessa alta. Isso mostra que a demanda logística continua forte, impulsionada pela indústria, agronegócio e e-commerce;
- Mercado imobiliário logístico aquecido: o mercado de galpões logísticos apresenta baixa vacância, aumento de aluguéis e valorização dos ativos, impulsionado pela demanda por centros de distribuição e armazenagem próximos aos grandes centros consumidores;
- Pressão por redução de custos e eficiência operacional: apesar do crescimento do setor, as margens continuam pressionadas por custos de combustível, operação, estoque e transporte. Por isso, empresas estão investindo cada vez mais em automação, roteirização, gestão de estoque e análise de dados;
- Logística mais tecnológica e integrada: cadeias logísticas estão se tornando mais digitais e integradas, com uso de inteligência artificial, Internet das Coisas, automação e integração entre modais (rodoviário, ferroviário e marítimo) para aumentar visibilidade, previsibilidade e velocidade das operações.
O que é especialização em logística?
Especialização em logística é uma pós-graduação lato sensu voltada para profissionais que já possuem ensino superior e desejam aprofundar seus conhecimentos em áreas específicas como transporte, armazenagem, distribuição, gestão de estoques e cadeia de suprimentos.
O objetivo dessa formação é preparar o profissional para planejar, gerenciar e otimizar operações logísticas, com foco em eficiência operacional, redução de custos, melhoria de processos e uso de tecnologias aplicadas à logística, como sistemas de gestão, análise de dados, automação e roteirização.
Esse tipo de curso normalmente tem duração entre 12 e 18 meses e pode ser realizado de forma presencial ou a distância, geralmente com abordagem prática e voltada para problemas reais das empresas.
O público mais comum inclui profissionais formados em Logística, Administração, Engenharia, Comércio Exterior e áreas relacionadas, que desejam atuar ou crescer em planejamento logístico, supply chain, transportes e operações.
Vale a pena fazer especialização em logística?
Sim, vale a pena fazer uma especialização em logística, principalmente no cenário atual, em que o setor cresce, se torna mais tecnológico e exige profissionais mais qualificados para lidar com operações cada vez mais complexas.
A logística deixou de ser apenas uma área operacional e passou a ter papel estratégico dentro das empresas, já que impacta diretamente custos, prazos, nível de serviço e competitividade.
No Brasil, por exemplo, os custos logísticos representam uma parcela significativa da economia, o que faz com que empresas busquem profissionais capazes de planejar melhor transportes, estoques e distribuição.
Além disso, a área está cada vez mais ligada à tecnologia, com uso de sistemas de gestão, análise de dados, automação, inteligência artificial e rastreamento em tempo real. Isso aumenta a demanda por profissionais especializados, capazes de tomar decisões com base em dados e melhorar a eficiência das operações.
Na prática, a especialização pode trazer vantagens como:
- Aumento das oportunidades de crescimento na carreira;
- Possibilidade de atuar em cargos de gestão e planejamento;
- Salários mais competitivos;
- Atuação em áreas estratégicas como supply chain, transportes e comércio exterior;
- Maior preparo para trabalhar com tecnologia aplicada à logística.
Em um mercado em crescimento, mas cada vez mais exigente em eficiência e redução de custos, a especialização em logística se torna um diferencial para profissionais que querem se destacar e acompanhar a evolução do setor.
Quais são as especializações em logística?
Esse campo permite que seus especialistas atuem em uma diversidade de áreas. Por isso, há especialização que permite que eles se concentrem em assuntos específicos de seu interesse ou de necessidade no mercado.
No momento, entre as especializações para os profissionais da logística estão:
1. Supply Chain Management
Supply Chain Management ou gestão de cadeia de suprimentos é uma das funções mais importantes para os profissionais que atuam na área. Independentemente da modalidade de negócio, tornar processos mais rápidos e eficientes, reduzindo os custos operacionais, é uma meta de qualquer empresa.
Os cursos de especialização nesse segmento costumam ser mais práticos do que teóricos, com foco em soluções que impactam a rotina de quem atua na área. Mais do que aspectos conceituais, é fundamental que o profissional se mantenha ligado às novas tecnologias e às metodologias empregadas por empresas de sucesso no segmento.
Neste curso, os profissionais devem desenvolver competências como mapear processos e coordenar as atividades envolvidas na criação e entrega de um produto ou serviço.

2. Logística Reversa e Sustentabilidade
A chamada “logística verde” é outro tema que está em alta. As empresas buscam soluções que combinem eficiência e produtividade com respeito ao meio ambiente. Porém, por se tratar de um tema relativamente novo, faltam especialistas qualificados com especialização nessa área.
Além disso, a logística reversa é um assunto, frequentemente, relacionado à sustentabilidade, por oferecer a possibilidade da aplicação de iniciativas que promovem um menor impacto no meio ambiente.
Profissionais que tenham intenção de atuar em grandes empresas, especialmente nas multinacionais, podem encontrar nesse segmento uma ótima oportunidade de crescimento na carreira.
As competências desenvolvidas neste curso são a gestão sustentável da cadeia de suprimentos e a aplicação de estratégias de logística circular para garantir a sustentabilidade ambiental e econômica de uma empresa.

3. Comércio Exterior
O ramo de logística sempre atuou em conjunto com a área de Comércio Exterior. É comum que profissionais de uma área atuem em outra ou que as equipes sejam compostas por membros de ambas as áreas.
Atualmente, muitas empresas veem na exportação uma forma de encontrar novos públicos e ampliar as demandas. Ter domínio sobre os trâmites legais pode ser um diferencial para empresas que queiram explorar novos mercados. Especialistas com qualificações em ambas as áreas têm mais chances de se tornarem gestores.
Em uma especialização na área de Comércio Exterior, os profissionais aprofundam seus conhecimentos nas áreas de Direito e Economia, além de realizar negociações internacionais com empresas do exterior.

4. Gestão de transportes
A busca pela eficiência não se limita apenas aos processos, mas também se aplica às rotas de entrega. Empresas que monitoram seus veículos e acompanham dados estatísticos detalhados do desempenho da frota conseguem fazer manutenções preventivas e reduzir os custos com despesas mecânicas.
Além disso, a eficiência em termos de rotas não significa apenas escolher caminhos mais curtos ou mais rápidos. Dados como desgaste dos pneus e consumo de combustível também devem entrar nessa equação de maneira que todo o conjunto seja beneficiado. Compreender como se faz essa gestão e quais ferramentas utilizar é um diferencial que pode torná-lo um profissional mais completo.
As principais competências trabalhadas neste curso são o gerenciamento do transporte de empresas com eficiência e entender as tecnologias associadas à área.

Perguntas Frequentes (F.A.Q)
Quais são os melhores programas de pós-graduação em logística no Brasil?
Não existe um ranking único, mas algumas instituições são frequentemente citadas como referência em pós-graduação e especialização em logística no Brasil.
Entre elas estão a Universidade de Campinas (Unicamp), PUC-Minas, Fundação Getulio Vargas (FGV), Uninter e PUC-PR, além de instituições como Anhembi Morumbi, Estácio e IBMEC, que oferecem MBAs e especializações em logística, supply chain e gestão de transportes, nas modalidades presencial, semipresencial e EAD.
Qual é o custo médio de um MBA em gestão logística?
O custo de um MBA em gestão logística varia conforme a instituição e a modalidade do curso. Em média, as mensalidades ficam entre R$ 120 e R$ 160 por mês, podendo variar de cerca de R$ 80 até mais de R$ 200 em cursos de instituições mais reconhecidas.
No total, um MBA ou especialização costuma representar um investimento aproximado entre R$ 1.500 e R$ 3.000 em cursos com duração média de 12 a 15 meses.
Como funciona o processo de inscrição para uma especialização em logística à distância?
O processo de inscrição para uma especialização em logística EAD costuma ser simples e feito online. Primeiro, o candidato escolhe a instituição e o curso, verifica a grade curricular e a carga horária.
Em seguida, envia os documentos exigidos, que normalmente incluem diploma de graduação, histórico escolar e documentos pessoais.
A seleção geralmente é feita por análise de documentos. Após a aprovação, o aluno realiza a matrícula, paga a primeira mensalidade e recebe acesso à plataforma de ensino para iniciar as aulas.
A logística é uma área em constante transformação, impactada por tecnologia, novos modelos de distribuição, mudanças no transporte de cargas e pela necessidade crescente de eficiência operacional. Por isso, para quem deseja crescer na carreira e acompanhar o mercado, é fundamental se manter atualizado e entender como o setor está evoluindo na prática.
Se você quer continuar aprendendo sobre o setor, entender melhor o mercado e conhecer mais sobre gestão, transporte, armazenagem e tecnologia aplicada às operações, vale a pena conferir as publicações sobre logística no blog da Capital Realty. Lá você encontra conteúdos sobre tendências, mercado, operações logísticas e gestão, que ajudam a ampliar a visão sobre o setor e a tomar decisões mais estratégicas na carreira ou nos negócios.

por Capital Realty | dez 15, 2025 | Blog, Logística
O setor de logística no Brasil deve crescer 23% até 2029, impulsionado pelo avanço do e-commerce, pela automação e pela busca por operações mais rápidas e inteligentes. Nesse cenário, compreender o que é picking se torna essencial, já que a eficiência dessa etapa influencia diretamente a precisão dos pedidos, o giro de estoque e a capacidade das empresas de acompanhar a expansão do mercado.
Entender esse processo é decisivo para qualquer operação que lida com mercadorias, seja em lojas físicas, e-commerce, supermercados ou serviços de delivery.
Um picking bem estruturado reduz erros, evita retrabalho e melhora a produtividade, contribuindo para entregas mais rápidas e maior satisfação do cliente.
A seguir, você vai saber como o picking funciona, quais métodos podem ser aplicados e por que essa etapa é tão importante para fortalecer a sua operação. Leia sobre:
O que é picking?
Picking é o processo de coleta e separação de itens em um depósito ou armazém para atender ao pedido do cliente. Após a realização do pedido, um profissional responsável deve procurar pelo produto no armazém.
Depois de encontrá-lo, esse objeto é selecionado, direcionado para a área de embalagens – área responsável pelo processo de packing – e direcionado para o transporte.
Ou seja, o picking é uma etapa essencial para garantir rapidez, precisão e eficiência na preparação dos pedidos, especialmente em operações de e-commerce, onde a agilidade influencia diretamente a experiência do cliente.
Para que a etapa de picking funcione de forma adequada, é preciso estabelecer estratégias de gestão e manutenção de estoque para garantir a organização dos produtos, como um sistema de rastreabilidade interna.

Como o picking funciona na prática?
O picking começa pela localização dos itens no estoque, etapa em que o operador identifica cada produto conforme a lista de pedidos registrada no sistema.
Depois, ocorre a verificação, momento em que são conferidas quantidades, códigos, integridade e demais informações necessárias para garantir que o item corresponde exatamente ao pedido do cliente.
Em seguida, os produtos são encaminhados para embalagem ou despacho, de acordo com o fluxo definido pela operação e pelo WMS (Warehouse Management System).
Essa transição organizada entre etapas reduz deslocamentos desnecessários, facilita o controle do estoque e mantém a rastreabilidade interna.
Quando bem executado, o processo de picking reduz erros, acelera o tempo de preparação das encomendas e sustenta o nível de serviço prometido, garantindo mais previsibilidade, acuracidade e eficiência em toda a cadeia logística.
Quais são os principais métodos de picking?
Por conta dos diferentes tipos de armazenagem disponíveis e o volume de operações de cada empresa, existem diversas técnicas de picking que podem ser aplicadas para melhorar a eficiência da separação de pedidos.
Dessa forma, é possível escolher o método mais adequado ao layout do armazém, ao giro de produtos e ao nível de complexidade da operação.
Entre os modelos que podem ser aplicados estão os picking de:
- zona: a divisão do armazém é feita por áreas fixas, e cada operador fica responsável apenas pelos itens de sua zona. Depois da coleta, os produtos são reunidos para finalizar o pedido, reduzindo deslocamentos e melhorando a organização do fluxo interno;
- discreto: o operador separa um pedido por vez, com foco exclusivo nos itens daquela solicitação. É um modelo que prioriza a precisão e funciona bem em operações com pedidos complexos ou produtos variados;
- lote: o operador agrupa diversos pedidos semelhantes e coleta todos os itens de uma só vez. Esse método aumenta a produtividade em armazéns com grande volume de pedidos repetidos;
- onda: o operador realiza a separação por ciclos definidos, coletando itens em diferentes zonas de forma sincronizada. Após a coleta, os itens são reorganizados para formar os pedidos individuais, garantindo mais ritmo e previsibilidade à operação.
A escolha da técnica ideal depende do mix de produtos, da demanda diária, do nível de automação disponível e da estratégia logística adotada pela empresa.
Qual a diferença entre picking e packing?
O picking é o processo de separação dos produtos de um pedido realizado pelo cliente. Ele garante que os itens corretos sejam localizados, conferidos e encaminhados para as próximas etapas da operação.
O packing é o processo de embalar a mercadoria para que o pedido seja enviado. Nessa etapa, os operadores selecionam a embalagem adequada, protegem o produto e preparam o volume para transporte, garantindo segurança e integridade até o destino final.
Enquanto o picking foca na escolha correta dos itens, o packing assegura que esses itens cheguem ao cliente da forma certa, sem danos e dentro do prazo esperado. Juntos, os dois processos formam a base da eficiência no fulfillment.

Benefícios de aplicar o picking na logística
O picking é uma estratégia que pode ser utilizada para gerar eficiência durante o processo logístico e otimizar os processos internos. Após entender sobre quais são os modelos de picking que podem ser utilizados, é preciso
Implementar estratégias de picking oferece benefícios como:
- maior produtividade: a seleção de um processo de picking ideal para a sua operação otimiza a produtividade, diminuindo o tempo e esforço gasto pelos operadores;
- definição de processos: decidir quais são os processos da operação é essencial para conseguir evitar padrões que podem ocasionar problemas com pedidos;
- melhoria da gestão de estoque: permite o controle organizado dos produtos em estoque, auxiliando na retirada de itens pelos operadores;
- redução de erros: um processo de picking adequado, de acordo com as necessidades da empresa, garante a redução de erros, como a seleção de itens errados para os pedidos;
- melhoria na satisfação dos clientes: a técnica de picking garante a redução do envio de produtos errados, aumentando a satisfação do cliente final e diminuindo custos adicionais, como a devolução de pedidos.
Conheça novas soluções de armazenamento para a sua operação
Para que o processo de picking seja bem-sucedido, é essencial contar com soluções de armazenagem que aumentem a eficiência, reduzam deslocamentos e facilitem o acesso aos produtos.
Entre essas opções, destaca-se a estratégia push back, que utiliza a metodologia LIFO (last in, first out) para dar prioridade à remoção das mercadorias mais recentemente armazenadas.
Esse sistema otimiza o uso do espaço, agiliza a reposição e contribui para um fluxo de separação mais rápido e organizado.
Se você deseja aprofundar esse tema e entender como o push back pode melhorar o desempenho do seu armazém, acesse o blog da Capital Realty e saiba como aplicar essa metodologia na prática para elevar a eficiência da sua operação.

por Capital Realty | out 1, 2025 | Blog, Logística
Nos últimos anos, o conceito de entrega rápida deixou de ser um diferencial e se tornou uma exigência do mercado. A expansão do e-commerce, a transformação digital e o novo perfil do consumidor redefiniram o que significa agilidade na logística.
Hoje, a velocidade não é apenas conveniência, mas sim um fator decisivo na experiência de compra.
Mas como essa demanda começou? E de que forma as empresas estão se reinventando para acompanhar esse ritmo? Neste artigo, você vai entender:
Quando começou a exigência dos clientes por entrega rápida?
A exigência dos clientes por entregas rápidas começou a ganhar força no Brasil com a popularização do comércio eletrônico, especialmente na última década.
Embora o conceito de agilidade nas entregas exista desde os anos 1980, quando serviços de disk entrega eram usados em restaurantes e farmácias, ele só se tornou relevante em escala nacional a partir da expansão do e-commerce e do acesso à internet.
Na década de 2010, com o avanço dos smartphones e aplicativos de compra, o consumidor passou a esperar mais conveniência e rapidez.
Entre 2015 e 2020, essa expectativa se intensificou, impulsionada pela logística urbana e pelo surgimento de novos modelos de entrega.

O ponto de virada veio com a pandemia de COVID-19, que transformou o consumo digital e acelerou a adoção de soluções de entrega no mesmo dia ou em poucas horas. Empresas de diferentes setores investiram em tecnologia, hubs urbanos e parcerias logísticas para atender à nova realidade.
Desde então, a entrega rápida deixou de ser um luxo e passou a ser uma exigência de mercado, consolidada por consumidores conectados, tecnologias emergentes e operações cada vez mais eficientes.
Como a entrega rápida se tornou um pilar para melhorar a experiência de compra?
A entrega rápida se tornou um pilar essencial da experiência de compra porque responde à crescente expectativa do consumidor por conveniência, previsibilidade e agilidade.
Hoje, o tempo de entrega tem tanto peso na decisão de compra quanto o preço ou a qualidade do produto, influenciando diretamente a satisfação do cliente.
Quando o prazo é curto, a experiência melhora. A redução do tempo de espera diminui a ansiedade e reforça a confiança na marca, criando uma percepção positiva que favorece a recompra e a fidelização.
Além disso, empresas que oferecem entregas rápidas reduzem o abandono de carrinho, já que muitos consumidores desistem da compra ao se deparar com prazos longos.

A transparência também é parte fundamental desse processo. O rastreamento em tempo real e as atualizações automáticas aumentam o senso de controle do cliente e tornam a experiência mais fluida e previsível.
Com isso, a entrega rápida deixou de ser um diferencial e passou a ser um requisito básico de competitividade, fortalecendo a reputação das marcas e impulsionando o investimento em tecnologia, armazenagem descentralizada e eficiência logística.
Como implementar o serviço de entrega rápida?
Implementar um serviço de entrega rápida exige planejamento, tecnologia e eficiência operacional.
Mais do que investir em velocidade, é preciso criar uma estrutura logística inteligente, capaz de garantir agilidade sem comprometer a qualidade do atendimento.
A seguir, veja os principais passos para colocar esse modelo em prática.
1. Planeje com base em dados e demandas reais
O primeiro passo é entender o perfil dos clientes e mapear os produtos mais vendidos.
A partir disso, é possível planejar rotas eficientes e definir estratégias de atendimento que reduzam o tempo de entrega.
Ferramentas de roteirização auxiliam na escolha dos trajetos mais rápidos, evitando congestionamentos e áreas com restrições de acesso.
2. Invista em automação logística
A automação é indispensável para garantir velocidade e precisão. Sistemas integrados permitem gerenciar todo o processo, desde o pedido até o envio, reduzindo erros e acelerando as operações.
Além disso, o uso de tecnologia facilita o rastreamento em tempo real e a comunicação com motoristas e clientes, o que aumenta a transparência e a confiança na entrega.
3. Estruture uma rede de distribuição estratégica
Ter estoques próximos aos principais centros de consumo faz toda a diferença.
A criação de centros de distribuição descentralizados ou o uso de hubs urbanos permite reduzir distâncias e agilizar entregas, especialmente nas modalidades de entrega no mesmo dia.
Essa decisão deve ser guiada por estudos de demanda e localização dos clientes.
4. Capacite e engaje sua equipe
A eficiência da entrega depende das pessoas que estão na operação. Motoristas e operadores devem receber treinamento em atendimento, direção segura e manuseio adequado dos produtos.
Além disso, programas de incentivo e reconhecimento ajudam a manter o comprometimento e a qualidade do serviço.
5. Monitore e otimize continuamente
O sucesso das entregas rápidas depende do acompanhamento constante de indicadores, como tempo médio de entrega, eficiência das rotas e nível de satisfação dos clientes.
Coletar feedback e realizar ajustes periódicos garante a melhoria contínua e mantém o serviço competitivo.
A busca por entregas rápidas está diretamente ligada à eficiência da última milha, etapa que define a percepção final do cliente sobre o serviço. É nela que tecnologia, agilidade e precisão se encontram para transformar a experiência de compra.
Se você quer entender como essa fase impacta o desempenho logístico e as estratégias das grandes empresas do setor, vale a pena conferir o artigo Last Mile: o que é e como funciona?. Nele, exploramos por que essa etapa se tornou um dos principais diferenciais competitivos da logística moderna.

por Capital Realty | set 15, 2025 | Blog, Logística
O futuro da logística já chegou e está redefinindo a forma como empresas planejam, transportam e entregam produtos. A combinação de inteligência artificial, automação e análise de dados vem reduzindo custos, aumentando a eficiência e melhorando o nível de serviço. A McKinsey estima que essas tecnologias podem cortar até 10% dos custos operacionais e elevar em 30% a produtividade.
Ao mesmo tempo, cresce a pressão por práticas sustentáveis, com veículos elétricos, embalagens recicláveis e rotas otimizadas para reduzir emissões. Empresas como a Loggi já provaram o impacto: a roteirização inteligente reduziu em 25% o consumo de combustível em apenas um ano.
Para gestores de logística, acompanhar essas transformações é decisivo. Os próximos anos vão separar operações que apenas acompanham as mudanças daquelas que lideram a evolução do setor. Por isso, continue lendo este artigo para se manter bem informado.
O que esperar para o futuro da Logística?
Veja as principais tendências que já impactam e continuarão a transformar a logística nos próximos anos:
1. Inteligência Artificial e Automação
A inteligência artificial (IA) está mudando a forma como a logística é gerida. Sistemas de machine learning conseguem prever demandas com maior precisão, evitando estoques excessivos ou rupturas, enquanto algoritmos de roteirização reduzem quilômetros rodados e tempo de entrega.
Um estudo da McKinsey mostra que empresas que adotam IA reduzem custos em até 10% e aumentam a eficiência em 30%. No Brasil, a Loggi comprovou esses ganhos ao cortar 1,67 milhão de quilômetros rodados em um ano, graças à roteirização inteligente. Além disso, a automação em armazéns, com robôs móveis e sistemas pick-by-vision, acelera operações e reduz erros humanos.
Em um cenário de margens apertadas, a IA funciona como um “operador 24/7”, analisando dados em tempo real e ajustando a operação instantaneamente.
2. Sustentabilidade e logística verde
A pressão por uma logística mais sustentável deixou de ser tendência e virou obrigação. Governos, consumidores e investidores exigem práticas alinhadas a metas ESG. Isso significa mais veículos elétricos nas frotas, embalagens recicláveis, logística reversa e rotas otimizadas para reduzir emissões.
Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), a eletrificação do transporte pode reduzir em até 60% as emissões de carbono até 2050. Além disso, a estratégia de nearshoring, aproximando centros produtivos dos consumidores finais, contribui para encurtar cadeias de suprimento, diminuir a dependência de longas rotas e cortar custos logísticos.
Para os gestores, investir em logística verde traz dupla vantagem: fortalece a reputação da marca e gera eficiência operacional.

3. Digitalização e análise de dados
A logística sempre foi intensiva em informação, mas hoje os dados ganham protagonismo. Sensores IoT, rastreamento em tempo real e análise preditiva permitem antecipar falhas e agir de forma proativa.
De acordo com o Gartner, empresas que utilizam análise avançada de dados reduzem em até 25% seus custos de transporte e melhoram o nível de serviço em até 30%. Os digital twins, réplicas virtuais de operações, já permitem testar cenários e simular problemas antes que eles aconteçam. E a blockchain surge como ferramenta de transparência e rastreabilidade, essencial para as cadeias globais.
Para o gestor, a digitalização significa tomar decisões baseadas em fatos, não em percepções, e ganhar agilidade em um mercado em constante mudança.
4. Logística autônoma e multimodalidade
O transporte autônomo avança rapidamente. Estima-se que até o fim de 2025 20% das entregas urbanas serão feitas por drones e veículos autônomos, reduzindo custos de última milha e acelerando prazos. Empresas como Amazon e DHL já testam essas soluções em larga escala.
Ao mesmo tempo, a multimodalidade se fortalece: integrar rodoviário, ferroviário, marítimo e aéreo garante eficiência em rotas longas e complexas. Um planejamento multimodal bem estruturado pode reduzir custos logísticos em até 15%, segundo a World Bank Logistics Performance Index.
Para os gestores, isso significa repensar a estratégia de transporte, escolhendo sempre a melhor combinação de modais para atender clientes com rapidez e menor custo.

5. Novas tecnologias e inovações
Além da IA, tecnologias emergentes prometem revolucionar o setor. O uso de realidade aumentada em armazéns, por exemplo, auxilia na separação e conferência de mercadorias, reduzindo erros.
Robôs colaborativos (cobots) aceleram a movimentação de cargas pesadas com segurança.
Outra tendência é o data fabric, que permite integrar informações de diferentes sistemas e nuvens em tempo real, eliminando gargalos de comunicação.
Com essas inovações, os centros de distribuição passam a ser verdadeiros hubs tecnológicos, capazes de operar com máxima precisão e escalabilidade. O impacto é claro: maior produtividade e redução do tempo de ciclo em toda a cadeia.
6. Experiência do cliente e logística omnichannel
O consumidor moderno espera agilidade, rastreabilidade e flexibilidade. Nesse contexto, a logística se torna peça-chave da experiência de compra. A integração entre lojas físicas e digitais exige sistemas de gestão de transporte (TMS) e armazenagem (WMS) robustos, capazes de oferecer visibilidade em tempo real.
Estratégias como hubs urbanos e microhubs aproximam estoques dos clientes, permitindo entregas no mesmo dia ou até em poucas horas. Segundo a PwC, 41% dos consumidores estão dispostos a pagar mais por entregas rápidas e confiáveis.
Para os gestores, a mensagem é clara: logística não é mais apenas suporte, mas diferencial competitivo para fidelizar clientes.

7. Resiliência e estratégia de longo prazo
Os últimos anos mostraram a fragilidade das cadeias globais diante de crises, como a pandemia e interrupções de transporte internacional. Agora, a prioridade vai além da eficiência: é preciso garantir resiliência.
Diversificação de fornecedores, planejamento de riscos e monitoramento em tempo real são práticas indispensáveis. Segundo estudo da Accenture, empresas que investem em resiliência conseguem se recuperar até 30% mais rápido de crises que afetam a cadeia de suprimentos.
Para o gestor, isso significa equilibrar custo e segurança, construindo operações capazes de se adaptar a cenários imprevistos sem comprometer o nível de serviço.
O futuro da logística está sendo desenhado agora, com tecnologias que aumentam a eficiência, práticas sustentáveis que reduzem impactos ambientais e estratégias que colocam o cliente no centro das decisões. Para gestores, o desafio é transformar essas tendências em resultados práticos, garantindo resiliência, competitividade e crescimento.
E a tecnologia tem um papel central nessa transformação. Quer entender como aplicá-la de forma estratégica e colher benefícios diretos em redução de custos e ganho de produtividade? Então saiba como utilizar a tecnologia ao seu favor.

por Capital Realty | jul 20, 2025 | Blog, Logística
Expandir a capacidade logística sem elevar os custos fixos é um desafio constante para muitas empresas. Nesse cenário, o condomínio logístico surge como uma solução estratégica, que combina infraestrutura compartilhada, redução de despesas operacionais e agilidade para iniciar ou ampliar operações.
Neste artigo, você vai entender:
O que é um condomínio logístico?
Um condomínio logístico é um espaço estruturado para abrigar múltiplas empresas em galpões independentes, com infraestrutura compartilhada. Esse modelo permite otimizar custos, garantir segurança e acelerar a operação logística com mais eficiência.
Além de armazenagem, os condomínios logísticos oferecem serviços comuns como manutenção, limpeza, controle de acesso e segurança 24h. O rateio dessas despesas entre os ocupantes torna o modelo mais econômico e prático, especialmente para empresas em crescimento.
Entre os principais diferenciais de um condomínio logístico estão:
- Galpões modulares para diferentes portes de operação;
- Apoio à manutenção e gestão do espaço;
- Localização estratégica, próxima a grandes vias de transporte;
- Serviços integrados que facilitam o dia a dia da operação.

Como funcionam os condomínios logísticos?
O condomínio logístico opera como um conjunto de galpões independentes com áreas comuns compartilhadas.
As empresas que ocupam os espaços dividem custos com manutenção, segurança, limpeza e outros serviços, o que torna o modelo mais eficiente e econômico.
Além da estrutura de armazenagem, é comum encontrar:
- portaria 24 horas
- salas para reuniões;
- estacionamento para carretas;
- áreas de lazer;
- vestiários e banheiros.
Esse formato garante flexibilidade para diferentes tipos de operação, permitindo que a empresa expanda conforme a demanda.
Qual a principal vantagem de um condomínio logístico?
A principal vantagem de um condomínio logístico está na redução de custos operacionais por meio do compartilhamento inteligente de infraestrutura.
Em um único espaço, empresas têm acesso a serviços essenciais como segurança na área de apoio, manutenção, limpeza, refeitório e estacionamento, com despesas divididas entre os ocupantes.
Esse modelo otimiza tempo, melhora a gestão e garante mais eficiência na rotina logística, especialmente para empresas que buscam crescer com controle financeiro e agilidade operacional. Além disso, existem outras vantagens:
1. Sem risco de investimento
Outra vantagem deste modelo empresarial é que o risco com investimento diminui. Também não há gastos altos com a construção ou compra de espaços que, além de aumentar os custos, não oferecem as facilidades do condomínio logístico.
2. Sustentabilidade
Os condomínios são projetados com uma série de medidas sustentáveis que evitam desperdícios e reduzem custos, como a reutilização de águas pluviais e utilização de iluminação natural, por exemplo.
3. Facilidade para iniciar
O início das operações pode ocorrer em um prazo muito menor, pois as estruturas estão prontas e necessitam apenas de algumas adequações para iniciar as atividades.
4. Excelente localização
A localização é projetada para otimizar tempo e reduzir custos de transporte, facilitando a distribuição. O planejamento da roteirização é facilitado e a distância a ser percorrida para realização de entregas, muitas vezes, é diminuída.
5. Galpões com infraestrutura moderna
O espaço é pensado e projetado para atender ao negócio da melhor maneira. Além de uma construção de qualidade e com diferenciais construtivos, como mezanino para escritórios, área de lazer para os colaboradores e niveladoras hidráulicas. Em alguns casos há, também, a oferta de serviços, como posto de gasolina e loja de conveniência, para citar apenas alguns exemplos.
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Se você busca um ambiente que combine eficiência, estrutura de alto padrão e localização estratégica, a Capital Realty tem a solução ideal.
Com mais de 25 anos de experiência no desenvolvimento e gestão de condomínios logísticos, somos referência no Sul do Brasil em soluções completas para empresas que querem crescer com segurança, agilidade e controle.
Nossos empreendimentos da linha Mega oferecem tudo o que a sua operação precisa: infraestrutura moderna, gestão profissional, segurança 24 horas e flexibilidade para atender desde operações compactas até grandes centros de distribuição.
Conheça as diferentes localizações do Mega da Capital Realty e descubra como transformar a logística em vantagem competitiva.
