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A automação e a robótica passaram a ocupar papel central nas operações logísticas, impulsionadas pela maturidade tecnológica e pela pressão por produtividade. Segundo o IBGE, 35,7% das grandes indústrias já utilizam robôs em movimentação, estocagem e distribuição. 

No cenário global, o setor deve saltar de US$ 49,7 bilhões em 2020 para US$ 147,4 bilhões até 2030, mantendo crescimento anual de 11,9%. Com esse avanço contínuo, entender a evolução recente e as tendências para 2026 se tornou essencial para quem lidera operações complexas.

Com esse cenário em evolução contínua, entender o que mudou e o que está por vir se torna essencial para quem lidera operações logísticas. Neste artigo, você verá:

Como a automação e robótica evoluíram ao longo dos últimos anos?

A evolução da automação e da robótica na logística foi marcada por um avanço contínuo da mecanização para sistemas inteligentes e conectados. Entre as décadas de 1980 e 2000, códigos de barras, esteiras automatizadas, AS/RS e AGVs já contribuíam para reduzir erros e agilizar a movimentação de materiais. 

A introdução de WMS e TMS ampliou a digitalização e trouxe maior integração entre pedidos, estoque e transporte.

A partir dos anos 2010, centros de distribuição passaram a incorporar robôs móveis, braços de picking e sorters inteligentes, substituindo parte da automação fixa por soluções flexíveis e colaborativas. 

Nos últimos anos, esse movimento se intensificou com a adoção crescente de tecnologias intralogísticas aplicadas a atividades como separação, conferência e roteirização.

Na década de 2020, a combinação de IoT, sensores, RFID, nuvem e inteligência artificial inaugurou um patamar mais avançado de operação, com rastreamento contínuo, análises preditivas e decisões automatizadas. 

AMRs coordenados por IA, sistemas capazes de ajustar estoques em tempo real e ferramentas inteligentes de planejamento se tornaram mais comuns. 

O trabalho humano passou a se concentrar em supervisão e análise, enquanto tarefas repetitivas foram transferidas para máquinas.

Hoje, essas soluções deixaram de ser opcionais e passaram a integrar o padrão competitivo do setor. A tendência atual aponta para operações cada vez mais autônomas, apoiadas por colaboração entre robôs, drones logísticos, veículos autônomos e novas aplicações de IA generativa.

Quais foram os maiores destaques na automação e robótica em 2025? 

A automação e a robótica continuam avançando rapidamente no setor logístico, impulsionadas pela busca por eficiência e pela maturidade de soluções inteligentes. 

Em 2025, diversas tecnologias ganharam escala e se consolidaram como pilares das operações modernas, redefinindo processos, funções e modelos de gestão. A seguir, os principais destaques: 

  • Expansão dos robôs autônomos em armazéns: AMRs se consolidaram nos centros de distribuição, assumindo transporte interno, apoio ao picking e reabastecimento, muitas vezes conectados ao WMS e operando com dados em tempo real. Drones também ganharam espaço em inventários e inspeções rápidas;
  • Crescimento da robótica avançada: Cobots passaram a executar atividades de picking, packing e movimentação de paletes, reduzindo esforço físico e erros operacionais. Soluções flexíveis de automação intralogística se tornaram mais comuns;
  • Inteligência artificial como núcleo das operações: IA começou a prever demanda, otimizar rotas e distribuir tarefas entre pessoas e robôs. A manutenção preditiva e os ajustes automáticos de layout e slotting se tornaram práticas recorrentes; 
  • Integração em larga escala impulsionada por logtechs: Robótica, WMS e visibilidade total da cadeia passaram a operar de forma integrada. Robôs com IA conectados a sistemas de gestão ganharam destaque em eventos do setor, demonstrando maturidade e preparo para expansão;
  • Transformação do papel humano: Operadores migraram para funções de supervisão, análise e gestão de exceções, exigindo qualificação mais técnica diante de operações mais automatizadas.

O que esperar para automação e robótica em 2026?

Em 2026, a logística deve avançar para um modelo ainda mais automatizado, com operações guiadas por dados, robôs e sistemas inteligentes. 

A tecnologia deixa de ser apoio e passa a atuar como base operacional, elevando o nível de autonomia dos armazéns e transformando o papel humano no processo.

1. Smart warehouses mais autônomos

Armazéns inteligentes devem se tornar padrão, com robôs autônomos, picking automatizado, esteiras inteligentes e integração avançada entre WMS e WES coordenados por IA. 

A expectativa é que AMRs representem mais de 60% das novas implantações de automação intralogística até o fim de 2026, impulsionados por flexibilidade, menor custo inicial e facilidade de integração.

2. IA como operador da logística

A inteligência artificial passa a atuar como “operador” da operação, assumindo decisões em tempo quase real. Algoritmos devem coordenar rotas, prever demanda, ajustar estoques e orquestrar robôs. 

A combinação entre IA preditiva, SaaS logístico, IoT e RFID transforma centros de distribuição em torres de controle altamente conectadas, com maior precisão nos prazos e menos rupturas.

3. Automação física em todo o fluxo logístico

A automação deve avançar para além do outbound. Em 2026, descarregamento, de-palletizing, conferência e estocagem automática tendem a ganhar mais robôs e sistemas autônomos. 

Esse movimento amplia a automação ponta a ponta, reduz gargalos e acelera a entrada e saída de mercadorias.

4. Entregas autônomas em expansão

Veículos autônomos e drones devem ganhar mais espaço na última milha. Parte dos experimentos iniciados até 2025 deve evoluir para operações de maior escala, aproximando o setor de entregas sem intervenção humana. 

Isso inclui rotas urbanas curtas, monitoramento em tempo real e integração com sistemas de gestão de transporte.

5. Crescimento acelerado do mercado de robótica de armazém

O mercado de robôs para centros de distribuição contínua com expansão de dois dígitos, impulsionado pelo avanço do IIoT e pela pressão por eficiência. 

A previsão para 2026 inclui aumento de alguns bilhões de dólares em relação ao ciclo iniciado em 2021.

6. Consolidação de fornecedores e soluções

Relatórios projetam um cenário de consolidação no setor. Fornecedores menores tendem a perder espaço para plataformas robustas, integradas e escaláveis, acompanhando a demanda por soluções mais maduras e com suporte de longo prazo.

7. Empresas mais competitivas por meio de integração profunda

Organizações que integrarem software (WMS, TMS, IA, torres de controle) e hardware (robôs, sensores, esteiras inteligentes) devem obter ganhos relevantes em custo, velocidade e confiabilidade. 

A maturidade dessa integração passa a definir a vantagem competitiva no setor.

8. Mudança no perfil de trabalho logístico

Com o avanço da automação, funções repetitivas devem diminuir ainda mais. O trabalho se concentra em supervisão de sistemas, análise de dados e gestão de exceções. 

A qualificação técnica se torna indispensável, assim como a familiaridade com ambientes altamente automatizados.

À medida que automação e robótica se consolidam como pilares da eficiência operacional, fica claro que a competitividade logística dependerá cada vez mais da capacidade das empresas de integrar tecnologia, inteligência de dados e processos autônomos. 

Para aprofundar esse olhar e compreender como essas soluções podem gerar ganhos concretos no dia a dia, vale avançar para um tema complementar e igualmente estratégico. 

No artigo Tecnologia na logística: saiba como utilizar a seu favor, você encontrará uma visão completa sobre o papel das ferramentas digitais, seus impactos em custo, produtividade e gestão, além de orientações práticas para aplicar esses recursos de forma inteligente na sua operação.

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